Você está aqui: Página Inicial / Internacional / Fidel aprova medidas de Raúl para reduzir o papel do Estado na economia cubana

Internacional

Cuba

Fidel aprova medidas de Raúl para reduzir o papel do Estado na economia cubana

por Opera Mundi — publicado 09/09/2010 16h31, última modificação 09/09/2010 16h31
Em entrevista à revista norte-americana "The Atlantic", o cubano falou sobre o programa nuclear do Irã, os conflitos no Oriente Médio e a relação com os Estados Unidos

Por Thaís Romanelli*

A revista norte-americana The Atlantic publicou nesta quarta-feira (8/9) uma entrevista com o ex-presidente cubano, Fidel Castro. Questionado sobre temas polêmicos, o cubano falou sobre o programa nuclear do Irã, os conflitos no Oriente Médio e a relação com os Estados Unidos.

Sobre a ilha, Fidel disse que “o modelo cubano já não funciona mais nem para os próprios cubanos”. Sem rejeitar as ideias da Revolução, o ex-presidente afirmou que a economia cubana precisa ser estimulada, bem como vem feito seu irmão e atual presidente da ilha, Raúl Castro.

O jornalista Jeffrey Goldberg, que conduziu a entrevista com Fidel, consultou Julia Sweig, especialista do Conselho de Relações Exteriores, em Washington, que considerou as afirmações do cubano como o reconhecimento do líder de que o Estado cubano tem um grande papel na vida econômica do país.

Para ela, este consentimento ajudará Raúl a enfrentar os membros do Partido Comunista que se opõem às medidas que visam reduzir o papel do Estado na economia de Cuba.

Irã - Questionado sobre o programa nuclear iraniano, Fidel se disse “preocupado com o futuro do mundo” em virtude de uma possível guerra nuclear após a aprovação de sanções contra o Irã.

Além disso, o ex-presidente criticou suas próprias atitudes durante a crise dos mísseis em Cuba, em 1962, quando pediu ao líder soviético Nikita Kruschev que atacasse os Estados Unidos com armas nucleares caso fosse preciso.

Fidel, porém, condenou o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, por negar o Holocausto. Para ele, o governo iraniano contribuiria para a paz se tentasse entender porque os israelenses temem por sua existência.

"Não acredito que alguém tenha sido mais difamado que os judeus. Diria que muito mais do que os muçulmanos. Foram mais difamados que os muçulmanos porque são acusados e caluniados por tudo. Ninguém culpa os muçulmanos de nada".

*Matéria originalmente publicada no Opera Mundi

registrado em: