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Extremismo separatista

FBI revela preocupação com grupos separatistas dos EUA

por AFP — publicado 07/02/2012 15h36, última modificação 06/06/2015 18h21
Polícia federal americana diz que teme um ataque semelhante ao registrado em Oklahoma em 1995
FBI

Pronunciamento do diretor do FBI Robert Mueller, o diretor de Inteligência Nacional James Clapper e o diretor da CIA David Petraeus. Foto: ©AFP/Getty Images / Win Mcnamee

WASHINGTON (AFP) - A polícia federal americana disse na segunda-feira 6 que está se "concentrando na crescente ameaça" representada por extremistas que rejeitam a autoridade do governo federal, para evitar um ataque semelhante ao registrado em Oklahoma em 1995.

Como no atentado de Oklahoma, esses extremistas "podem atuar como lobos solitários em cólera (...), que embarcam em uma violência devastadora", disse Stuart McArthur, vice-diretor de combate ao terrorismo do FBI. "Parte de nossa missão é detectar e prevenir (este tipo de ameaça) antes que tome o mesmo caminho", disse.

Os "separatistas", chamados assim pelo FBI, rejeitam a autoridade dos governos, tanto do federal como dos diversos estados. Negam-se a pagar seus impostos, não se identificam com a moeda dos EUA e, em geral, caem na anarquia e na violência, disseram funcionários do FBI a jornalistas.

Um desses separatistas, Timothy McVeigh, foi identificado como o principal autor de um atentado no centro da cidade de Oklahoma (no estado homônimo), em 19 de abril de 1995, no qual 168 pessoas morreram. McVeigh foi condenado à morte e executado em 2001.

O FBI disse nesta segunda-feira que os extremistas foram em geral identificados pelas "falsas matrículas (de seus automóveis), seus documentos de identidade falsos, ou identificações diplomáticas falsas" que eles mesmos fabricam, ou pelos termos que utilizam. MCVeigh foi detido quando circulava em um veículo com matrícula falsa.

McArthur afirmou que o FBI "foca mais sua atenção" no extremismo desse tipo desde 2009.

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