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Farc anuncia libertação de 10 reféns e fim dos sequestros de civis

por AFP — publicado 27/02/2012 11h24, última modificação 27/02/2012 11h24
Brasil será o responsável pela logística da operação que vai soltar grupo há mais de dez anos sob custódia da guerrilha

BOGOTÁ (AFP) - A guerrilha colombiana das Farc anunciou que libertará 10 reféns, quatro a mais do que havia se comprometido a deixar em liberdade em dezembro, enquanto disse que renuncia ao sequestro de civis, segundo um comunicado divulgado no domingo 26 em seu site www.farc-ep.co.

"Queremos comunicar nossa decisão de somar à anunciada libertação dos seis prisioneiros de guerra a dos quatro restantes em nosso poder", indicou o comunicado, assinado pelo Secretariado (comando central) das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

O maior e mais antigo grupo guerrilheiro do país, com mais de 47 anos de existência e cerca de 9 mil combatentes, anunciou também que não sequestrará mais civis como forma de financiar economicamente suas atividades.

"Muito se falou a respeito dos sequestros de pessoas, homens ou mulheres civis, que com fins financeiros nós das Farc efetuamos para apoiar nossa luta. Anunciamos também a partir desta data o fim desta prática em nossa atuação revolucionária", ressaltou o documento. "É hora de começar a esclarecer quem e com que propósitos sequestram hoje na Colômbia."

No comunicado, as Farc aceitaram também que o governo brasileiro forneça a logística para a libertação dos dez reféns, como já ocorreu em ocasiões anteriores.

No final de dezembro passado, a guerrilha anunciou a intenção de libertar seis membros das forças de segurança de um grupo de pelo menos dez que mantinham em seu poder há mais de 12 anos. A medida, no entanto, foi adiada inicialmente porque, segundo as Farc, a área onde seria realizada estava cercada por militares. Além disso, ressaltaram que estavam à espera de que o governo aceitasse a participação de um país que fornecesse a logística necessária.

Há duas semanas o presidente Juan Manuel Santos anunciou que o Brasil havia sido autorizado a colaborar na libertação dos membros da força pública, cinco policiais e um militar.

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