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"Extrema-direita" planejou atentado na Venezuela, diz governo

por AFP — publicado 23/01/2013 17h58, última modificação 23/01/2013 17h58
Os alvos eram o presidente em exercício, Nicolás Maduro, e o chefe do Legislativo Diosdado Cabello

CARACAS (AFP) - O governo venezuelano assegurou nesta quarta-feira 23 que a "extrema-direita" do país e do exterior planeja um atentado contra o vice-presidente, Nicolás Maduro, e o presidente do Legislativo, Diosdado Cabello. Eles não deram sobre o suposto plano.

"Temos recebido informações muito sérias da inteligência, segundo as quais membros da extrema-direita venezuelana em cumplicidade com membros da extrema-direita no exterior estão planejando um atentado contra o vice-presidente da República e um atentado contra o presidente da Assembleia Nacional", afirmou o ministro do Interior, Néstor Reverol.

"Todos os órgãos da inteligência em nosso país estão atentos", explicou Reverol, acrescentando que o governo tomou "todas as medidas para reforçar a segurança" de Maduro e Cabello.

Reverol afirmou que não pode dar mais detalhes para não atrapalhar o andamento das investigações.

O ministro fez estas declarações durante uma marcha de chavistas em Caracas, em comemoração ao fim da ditadura no país há 55 anos, e aconteceu paralelamente a uma manifestação da oposição em um parque no leste da capital.

O governo venezuelano, que identifica setores da oposição com a "extrema-direita" e os acusa de serem financiados por grupos nos Estados Unidos, denunciou em várias ocasiões supostos planos contra o presidente Hugo Chávez, no poder desde 1999.

Chávez, hospitalizado em Cuba onde se recupera de uma cirurgia contra o câncer, sofreu em 2002 um breve golpe de Estado, antes de retomar o poder graças a militares leais e as classes populares que saíram às ruas para exigir seu retorno.

 

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