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Ex-presidente do Egito sofre enfarto durante audiência e é hospitalizado

por Sul 21 — publicado 13/04/2011 09h29, última modificação 13/04/2011 09h41
Mubarak foi deposto em 11 de fevereiro depois de várias manifestações populares pedindo a sua saída do poder. Por Jorge Seadi

Por Jorge Seadi*

O ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak, prestava depoimento durante audiência em que é acusado de abuso do poder e corrupção quando sofreu um ataque cardíaco e foi hospitalizado, segundo informou nesta terça-feira 12 a tevê estatal do Egito. Fontes governamentais haviam dito, mais cedo, que Mubarak havia sido hospitalizado em um hospital do balneário de Sharm el Sheik, no Mar Vermelho. Há suspeitas, no entanto, que o ex-presidente tenha se internado para escapar da audiência. Durante os últimos anos em que Mubarak esteve no poder, eram comuns as informações de que ele havia sido hospitalizado. Pouco antes do final de seu governo foi submetido a uma cirurgia de vesícula biliar na Alemanha. Naquela época eram fortes os rumores de que seu estado de saúde piorava a cada dia.

Mubarak foi deposto em 11 de fevereiro depois de várias manifestações populares pedindo a sua saída do poder. Poucos dias antes, Mubarak havia disto que só sairia do governo morto quando fez uma declaração aos 80 milhões de egípcios. No último dia 10, Mubarak rejeitou ter contas bancárias no exterior e acusou a Justiça de tentar macular sua imagem com falsas notícias sobre a sua fortuna e de sua família. As declarações do ex-presidente foram divulgadas pela rede Al Jazeera, gravadas na véspera na cidade de Sharm el Sheikh onde Mubarak cumpre prisão domiciliar desde que deixou o poder.

De acordo com a agência oficial de notícias Mena, as denúncias judiciais  acusam Mubarak e seu filhos de estarem envolvidos nos ataques contra os manifestantes durante os protestos pacíficos que explodiram em 25 de janeiro. Também são acusados de abuso do poder e de conseguirem comissões e benefícios econômicos.

Enquanto isto, a população continua fazendo manifestações no centro do Cairo, capital do país, para que haja uma mudança rápida para um governo civil e que os militares corruptos sejam imediatamente punidos.

* Publicado originalmente no Sul21

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