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Ex-presidente da Tunísia e sua mulher são condenados a 35 anos de prisão

por Redação Carta Capital — publicado 20/06/2011 18h54, última modificação 20/06/2011 18h55
Casal que está refugiado na Arábia Saudita é acusado de desvio de fundos públicos

O ex-ditador da Tunísia Zine El Abidin Ben Ali e sua esposa Leila Trabelsi foram condenados  a 35 anos de prisão por desvio de fundos públicos enquanto comandavam o país. O julgamento ocorreu em nesta segunda-feira 20 na capital Túnis.

O casal terá de pagar um total de multas equivalente a 105 milhões de reais.  Depois da saída da família da Tunísia, as autoridades encontraram 27 milhões de dólares em dinheiro e em jóias no palácio presidencial de Cartago. No segundo palácio do ex-Presidente, o de Sidi Bou Said, armas e drogas foram descobertas.

Deposto após 29 dias de protestos em janeiro, os dois estão na Arábia Saudita desde 14 de janeiro e não estiveram presentes no julgamento. O governo da Tunísia pediu a extradição do casal. A Arábia Saudita ainda não deu resposta.

Nessa primeira etapa, o julgamento envolveu apenas parte das 93 acusações, como violação de direitos humanos e corrupção. Ainda haverá  julgamento por tráfico de armas e de drogas.

A imprensa da Tunísia classificou o julgamento como "histórico". Um grupo de pouco mais de 50 pessoas se concentrou em frente ao Palácio da Justiça. Em meio aos manifestantes, havia favoráveis e contrários ao julgamento.

O ditador e sua esposa ainda responderão aos pedidos de extradição da justiça tunisina. Por meio de carta, Ben Ali negou as acusações.  O governo saudita não deu indicações, até o momento, de que pretenda entregar Ben Ali e a mulher às autoridades da Tunísia.

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