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Bolívia

Evo Morales é um presidente pobre, diz governo boliviano

por AFP — publicado 05/11/2012 10h06, última modificação 06/06/2015 19h23
De acordo com o governo, patrimônio de Evo Morales cresceu nos últimos sete anos por conta da valorização de seus bens
Evo Morales

Morales quer introduzir o conceito de metas "sociais" destinado a aumentar a disponibilidade de crédito para as atividades do setor produtivo e microcrédito para os pobres Foto: ©AFP/Archivo / Adalberto Roque

LA PAZ (AFP) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, tem um patrimônio de mais de 350 mil dólares, o que o torna um dos chefes de Estado "mais pobres" da América Latina, segundo a ministra de Comunicação de seu governo, Amanda Dávila. "É o presidente que menos ganha com relação aos países vizinhos, é um dos mais pobres da América Latina", afirmou Dávila, entrevistada pela rede governamental de mídia, em resposta a uma publicação na imprensa local sobre a suposta fortuna do presidente.

Morales, que quando criança foi criador de lhamas e jovem foi trompetista e camponês 'cocalero' (plantador de pés de coca), tem atualmente um patrimônio líquido de 2,7 milhões de bolivianos (pouco mais de 350 mil dólares), revelou o jornal El Deber da cidade de Santa Cruz, que teve acesso à declaração de renda do presidente na controladoria. Por lei, todos os funcionários públicos bolivianos devem fazer uma declaração de bens e rendimentos.

Segundo o jornal, o presidente indígena de esquerda informou em 2006, ao chegar ao governo, um patrimônio de 779 mil bolivianos ( 111.900 dólares), que triplicou após sete anos no poder. "Penso que o informe da controladoria é um informe correto, é público", afirmou a porta-voz do governo, explicando que "é um patrimônio que aumenta apenas pela valorização de seus bens".

Morales recebe salário mensal de 15 mil bolivianos (2.100 dólares) e sempre assegurou não ter outros rendimentos para marcar diferença com seus antecessores que, segundo ele, tinham gastos reservados que chegavam aos 10.000 dólares mensais.

A ministra Dávila citou o caso do presidente uruguaio, José Mujica, que decidiu doar parte de seu salário à ajuda social. Ela afirmou, ainda, que Morales também costuma doar dinheiro aos pobres, embora não tenha informado quando nem quanto.

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