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Crise europeia

Zona do Euro pede explicações a Papandreu e aventa possível saída da Grécia

por AFP — publicado 02/11/2011 15h19, última modificação 02/11/2011 17h33
Comoção causada pela decisão de Papandreu de convocar um referendo sobre o plano de ajuda europeu à Grécia fez com que as bolsas afundassem na terça-feira e nesta quarta continuava fazendo tremer os mercados

CANNES, França (AFP) -  Os principais dirigentes europeus e do FMI convocaram o primeiro-ministro grego Giorgos Papandreu esta quarta-feira, em Cannes (sul da França), para tentar restabelecer a calma nos mercados antes da cúpula do G20 e aventam pela primeira vez a possível saída da Grécia da Zona do Euro.

A comoção causada pela decisão de Papandreu de convocar um referendo sobre o plano de ajuda europeu à Grécia fez com que as bolsas afundassem na terça-feira e nesta quarta continuava fazendo tremer os mercados.

Na terça-feira, a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy exigiram um "mapa do caminho" para aplicação do plano de resgate. Segundo Sarkozy, o plano de resgate da Zona do Euro adotado em Bruxelas é "a única via possível para resolver o problema da dívida grega".

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Mas o gabinete grego, reunido em sessão extraordinária na madrugada  desta quarta-feira 2, aprovou por 'unanimidade' o projeto de referendo sobre o plano europeu. Segundo o porta-voz do governo Elias Mossialos, o gabinete também aprovou a decisão de Papandreou de submeter o governo ao voto de  confiança do Parlamento, na próxima sexta-feira 4.

A anúncio inesperado do referendo foi recebido com espanto e indignação na Europa e no mundo, já que o "não" dos eleitores gregos pode ameaçar o futuro da Zona do Euro, com consequências imprevisíveis.

O acordo europeu de 27 de outubro prevê uma redução de cerca de 50% da dívida grega com os bancos credores, além de manter o apoio financeiro dos Estados europeus à Grécia, sufocada pela dívida e por sucessivos planos de austeridade.

Mas o plano também prevê maior controle dos credores sobre a gestão do orçamento grego, uma aceleração do programa de privatizações e a manutenção das severas medidas de austeridade iniciadas em 2010.

Em função da situação, o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, afirmou nesta quarta-feira esperar que a Grécia acabe com as dúvidas "o mais rápido possível sobre o caminho que deseja tomar". "O plano decidido na semana passada em Bruxelas contém elementos chaves para um segundo plano de ajuda à Grécia. Nós pensamos que a Grécia tem consciência de suas responsabilidades e que se ajustará às decisões adotadas de forma conjunta e de maneira unânime", declarou o ministro ao jornal Hamburger Abendblatt.

"Seria útil que as dúvidas fossem dissipadas o mais rápido possível sobre o caminho que a Grécia pretende tomar", insistiu.

Já o ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, enfatizou que as negociações sobre o plano europeu para salvar a Grécia da falência não podem ser reabertas. "O programa integral que acordamos na semana passada não pode ser colocado novamente sobre a mesa", disse Westerwelle em Istambul, durante um recesso em uma conferência internacional sobre o futuro do Afeganistão.

"Temos o compromisso de resolver esta situação. Para nós, não há dúvidas de que faremos tudo. Demonstramos solidariedade na União Europeia, mas aceitamos que cada país na União Europeia faça sua tarefa, o que significa que as reformas são necessárias", concluiu Westerwelle.

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