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Internacional

Crise na Europa

Euro tem menos de três meses para ser salvo, diz Christine Lagarde

por Redação Carta Capital — publicado 12/06/2012 15h31, última modificação 06/06/2015 17h37
Diretora-gerente do FMI diz que países da moeda única precisam agir rápido
lagarde

A visita de Christine Lagarde, atual diretora-gerente do Fundo, obedeceu a um roteiro desprovido da carga emocional de antanho. Foto: Antônio Cruz/ABr

Após o megainvestidor norte-americano George Soros afirmar no início deste mês que a Alemanha tinha apenas três meses para salvar o euro, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, adotou o mesmo discurso. Em uma entrevista na segunda-feira 11 à rede de televisão americana CNN, a francesa disse que medidas para garantir a viabilidade da moeda única precisam ser adotadas antes deste prazo, mas ressaltou que isso não significa uma data limite exata para resolver a crise da Zona do Euro. Segundo ela, o euro é “um trabalho em construção” e seu êxito dependerá da determinação política dos líderes europeus.

A crítica situação da Grécia, país apontado por analistas como um dos pontos de maior instabilidade da Zona do Euro, também teve destaque na entrevista. Lagarde não quis fazer previsões sobre uma possível saída do país do euro, que pode depender dos resultados das novas eleições legislativas de 17 de junho. Caso uma coligação de esquerda seja vitoriosa, há maiores chances de um rompimento dos acordos de austeridade negociados com a União Europeia e o FMI, o que impulsionaria o país a deixar a moeda única.

Lagarde se desculpou com os gregos por uma declaração ao jornal britânico The Guardian na qual afirmou que a população deveria se ajudar mutuamente e pagar seus impostos para devolver o dinheiro público gasto em anos de bonança. Ela alegou que o cumprimento tributário é uma ferramenta necessária para qualquer país restaurar sua situação financeira.

A chefe do FMI também tentou escapar do estigma de austeridade. Ela defendeu a diminuição dos déficits fiscais de maneira gradual e contínua em alguns países da Zona do Euro, fugindo do "aperto de cintura que todos falam”, mas mantido de forma “sólida”.

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