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EUA têm provas do uso de gás sarin na Síria, diz Kerry

por AFP — publicado 02/09/2013 09h38
Segundo secretário de Estado, provas analisadas após ataque de 21 de agosto perto de Damasco deram resultado positivo para o uso de arma química
AMMAR AL-ARBINI / AFP PHOTO
ghouta síria

Especialistas da ONU coletam amostras em Ghouta, subúrbio de Damasco

O secretário de Estado americano, John Kerry, assegurou no domingo 1º que as provas recolhidas após o ataque de 21 de agosto nas proximidades de Damasco e analisadas pelos Estados Unidos deram resultado positivo para o uso de gás sarin.

"Amostras de cabelo e de sangue deram positivo para traços de gás sarin", disse à NBC News, explicando que as amostras foram fornecidas pelos primeiros socorristas que chegaram ao local do ataque.

"Cada dia que passa, esse caso se fortalece. Sabemos que o regime (de Bashar al-Assad) ordenou esse ataque. Sabemos que se preparou para ele. Sabemos de onde vieram os mísseis e onde caíram", acrescentou à rede de TV CNN. "Sabemos os danos que causou depois. Vimos imagens terríveis nas redes sociais, e temos outras provas. Sabemos ainda que o governo tentou encobri-lo", ressaltou.

O secretário explicou que as amostras eram "independentes" das recolhidas pelos inspetores da ONU na Síria.

Kerry recorreu à imprensa no domingo para defender a sua posição a favor de um ataque contra a Síria.

No sábado 31, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou sua determinação em atacar o país, mas não sem a autorização do Congresso, o que exclui qualquer intervenção imediata.

"Acredito que o Congresso aprovará" a intervenção militar, declarou Kerry. "Nós sabemos de onde veio o ataque. Sabemos exatamente onde ele ocorreu. Sabemos exatamente o que aconteceu depois", garantiu.

"Não acredito que meus ex-colegas no Senado e na Câmara de Representantes irão contra nossos interesses, contra a credibilidade de nosso país, as regras de proibição do uso de armas químicas", acrescentou.

Os parlamentares americanos devem discutir o assunto em sessões plenárias a partir de 9 de setembro, de acordo com Harry Reid, líder da maioria democrata na Câmara Alta.

No domingo, Bashar al-Assad afirmou, citado pela agência oficial Sana, que a Síria "é capaz de lidar com qualquer agressão exterior".

A Casa Branca divulgou na sexta-feira 31 um relatório dos serviços de inteligência concluindo que o regime sírio de Bashar al-Assad utilizou armas químicas no ataque nos arredores de Damasco.

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