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Violência

EUA restringe venda de armas na fronteira com México

por Redação Carta Capital — publicado 12/07/2011 17h11, última modificação 06/06/2015 18h16
Na tentativa de conter a violência do narcotráfico no México, os Estados Unidos impuseram novas medidas que difcultam a compra de armamentos no sul do país

Na tentativa de conter o tráfico de armas na fronteira com o México, os Estados Unidos impuseram novas restrições para a compra de armas na região. Agora, o cidadão que comprar armas de fogo em determinados estados deverá se reportar ao Governo Federal.

A medida é a mais dura desde o início da administração de Barack Obama. A restrição vale para os estados dos Texas, Califórnia, Arizona e Novo México e agrada o governo mexicano, que acredita que parte de violência do narcotráfico é fruto da incapacidade que os EUA têm em controlar o tráfico de armas. Dados da ONU mostram que 70% das armas vendidas nesses estados terminam no país vizinho. Três senadores americanos também divulgaram que 70% das armas confiscadas no país e submetidas a um programa de rastreamento tinham origem nos EUA.

Até então, a região era conhecida pela falta de regulamentação na venda de armas. Apenas no Texas, são 3.800 vendedores varejistas de armas. O jornal Washington Post divulgou em 2010 que oito dos 12 principais fornecedores de armas aos cartéis no México estão localizados no estado.

A violência do narcotráfico já deixou mais de 35 mil mortos desde 2006, quando o governo de Felipe Calderón iniciou ofensiva contra o crime organizado.

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