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EUA querem manter Bashar al-Assad no comando da Síria

por Redação Carta Capital — publicado 01/07/2011 15h07, última modificação 01/07/2011 15h07
Em esboço de documento, Departamento de Estado americano propõe reformas políticas no país, incluído uma assembléia de transição que seria chefiada pelo presidente

Para controlar a violência do governo sírio e os protestos que pedem a saída de Bashar al-Assad, em manifestações que culminaram na morte de quase duas mil pessoas, os EUA trabalham em um documento para propor reformas políticas no país. Porém, o esboço da proposta do Departamento de Estado, ainda extraoficial, não apresenta ataques direitos ao regime e, por hora, tem a intenção de manter o presidente da Síria no poder.

O documento, que circulou em uma conferência da oposição ao regime em Damasco, na segunda-feira 27, pede a "transição segura e pacífica para a democracia civil”. Além disso, propõe o maior controle das forças de segurança, dispersão da Shabiha (gangues acusadas de cometerem atrocidades), liberdade de imprensa e a realização de uma assembléia de transição.

A assembléia seria composta por 30 membros do partido do governo, Ba'ath, e os outros 70 teriam indicação do presidente em consulta à oposição. No entanto, Assad se manteria com grandes poderes.

Os EUA exigem que Assad realize reformas ou que deixe o poder. A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, declarou que o presidente sírio está perdendo a legitimidade e que não é indispensável.

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