Você está aqui: Página Inicial / Internacional / EUA podem perder status de crédito AAA

Internacional

AAA

EUA podem perder status de crédito AAA

por Redação Carta Capital — publicado 01/08/2011 06h00, última modificação 01/08/2011 18h57
Preocupação de Barack Obama, o rebaixamento da nota americana é visto por especialistas como quase inevitável

Na expectativa da aprovação pelo Senado do plano para evitar o calote da dívida americana, em votação que deve ocorrer na noite de segunda-feira 1, os mercados internacionais reagiram positivamente por um breve período, antes de as bolsas internacionais começarem a registrar baixas. Mas o reflexo da demora para se atingir um acordo sobre a elevação do teto da dívida tem levado especialistas  a apontar como quase certo o rebaixamento da nota de crédito AAA dos EUA.

Segundo o jornal britânico The Guardian, diversos especialistas acreditam que o rebaixamento ocorrerá em breve. Além disso, a agência de ranqueamento Standard & Poor's afirmou recentemente que os EUA deveriam cortar 4 trilhões em gastos, mas a proposta que será votada prevê a redução de 2,5 trilhões de dólares (cerca de 3,9 trilhões de reais) durante a próxima década em troca da elevação do teto da dívida em 2,4 trilhões de dólares (3,7 trilhões de reais).

Em seu pronunciamento semanal no rádio, no sábado 30, Obama mostrou-se preocupado com a reação do mercado internacional na demora da aprovação da elevação do teto da dívida. "Precisamos chegar a um acordo até a terça-feira 2, para que nosso país consiga pagar suas contas a tempo. Se não fizermos isso, podemos perder, pela primeira vez, a nossa nota de crédito AAA, não porque não tivemos a capacidade de pagar nossas contas. Nós temos. Mas porque não temos um sistema político de nota AAA para fazer isso", disse.

Porém, segundo o vencedor do prêmio Nobel de economia, Paul Krugman, o acordo a ser apreciado no Senado seria “um desastre não apenas para Obama e seu partido”. “Isso vai danificar uma economia já em depressão. Provavelmente tornará o problema de déficit americano pior a longo prazo”, disse ao  Guardian.

registrado em: