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Internacional

Conflito

EUA estacionam tropas nas proximidades da Líbia

por Redação Carta Capital — publicado 28/02/2011 17h53, última modificação 28/02/2011 17h53
Segundo o porta-voz do Pentágono, David Lapan, as forças da Sexta Frota ficarão na região "para o caso de serem necessárias". Rebeldes já tomaram parte do país e Kaddafi resiste em Trípoli

O comando militar dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira 28 que está posicionando tropas nas proximidades das fronteiras da Líbia. O porta-voz do Pentágono, coronel David Lapan, declarou que navios de combate e aviões permanecerão na região "para o caso de serem necessários".

A força americana deverá ficar estacionada nas fronteiras líbias com o Egito e com a Tunísia. Os militares mobilizados são os da Sexta Frota dos EUA, que fica baseada perto de Nápoles, na Itália.

Os rebeldes líbios já tomaram parte do país desde o início dos protestos contra o regime de Muammar Kaddafi, no dia 17. Armados com fuzis AK-47 e explosivos tomados dos arsenais militares do país, eles ameaçam uma "ofensiva final" contra a capital Trípoli, onde o ditador que está no poder há 42 resiste.

Hoje, Kaddafi voltou a falar à população, por meio de um porta-voz. O ditador, que ordenou um massacre contra os manifestantes desde o início, declarou que o líbio "tem amor" por ele. Ele também negou que os rebeldes tenham tomado o poder em outras cidades.

O filho do ditador, Saif Kaddafi, foi para a Praça Verde, em Trípoli, e discursou para um grupo de manifestantes pró-regime. "Peguem suas câmeras e vão a qualquer cidade na Líbia. Tudo está calmo, tudo está em paz". À multidão, Saif disse também que não acreditasse em boatos. "A polícia continua ao nosso lado. Estou aqui para trazer reforços, comida e armas".

Mais cedo, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, discursou na ONU sobre a crise líbia. Ela afirmou que os EUA estão “avaliando todas as possiblidades” na questão. “O coronel Kaddafi e aqueles que o cercam devem ser responsabilizados pela violência. É hora de Kaddafi sair”, disse Hillary.

A União Europeia já anunciou que apoiará a aplicação de sanções à Líbia no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Catherine Ashton, chefe da missão diplomática europeia, afirmou que são “chocantes” as notícias da repressão ordenada por Kaddafi. Segundo ela, o bloco europeu está disposto a apoiar um embargo à venda de armas ao governo líbio.

Brasileiros
O Brasil conseguiu evacuar seus 148 cidadãos que estavam na região de Bengazi, uma das mais afetadas pela repressão de Kaddafi aos protestos. Os brasileiros eram funcionários da empreiteira Queiroz Galvão e foram retirados em navios. Em um comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que todos já deixaram o território líbio.

O texto divulgado pelo governo também explicita as dificuldades enfrentadas para a evacuação: “A operação de resgate de nacionais brasileiros por via aérea e marítima exigiu numerosas gestões das Embaixadas em Trípoli, Atenas e Roma”. O MRE comemora o resultado da operação: “Como resultado de esforço conjunto do Itamaraty com suas embaixadas e empresas nacionais que operam na Líbia, foi possível iniciar, no dia 24 de fevereiro, operação em grande escala de retirada dos nacionais brasileiros daquele país”.

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