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Eleições americanas

EUA escolhem hoje o presidente do país

por Agência Brasil publicado 06/11/2012 06h27, última modificação 06/06/2015 19h23
O resultado das eleições pode não ser divulgado hoje, pois depende de cada um dos 51 colégios eleitorais
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Obama e Romney durante o último debate. A disputa entre os dois é acirrada. Foto: Saul Loeb / AFP

Renata Giraldi e Vitor Abdala
Repórteres da Agência Brasil

Brasília e Rio de Janeiro – Depois de uma campanha intensa e de pesquisas de intenção de votos mostrando empate técnico, as eleições dos Estados Unidos ocorrem hoje (6), polarizando a disputa entre o presidente Barack Obama (democrata) e Mitt Romney (republicano). Ambos divergem nos principais temas em discussão no país: economia, política interna e externa, questões sociais.

O resultado das eleições pode não ser divulgado hoje,  pois depende de cada um dos 51 colégios eleitorais. Em 17 de dezembro deste ano, os colégios eleitorais vão se reunir na capital de cada estado e na capital do país, Washington, para formalizar a eleição do candidato vitorioso.

Obama defende o estímulo econômico direto por parte do governo, investindo na formação profissional e infraestrutura de transportes, telecomunicações e tecnologias. Do seu plano especial para a geração de emprego American Jobs Act, apenas parte dos benefícios fiscais destinados aos trabalhadores foi aprovada pelo Parlamento.

As categorias profissionais apelam por mais financiamento federal para os estados, assim como insistem na contratação de professores pelas escolas municipais. Romney defende a adoção do Plano de Cinco Pontos que se baseia na redução de tarifas e impostos para os empresários e na regulação para o setor.

 

Romney é contra as medidas de estímulo de curto prazo, pois disse que elas levam ao endividamento e à intervenção do governo no mercado de habitação. Por sua vez, Obama propõe a extensão por um ano dos cortes de impostos, excluindo os grandes contribuintes. A principal proposta do candidato republicano é reduzir em 20% as taxas, compensadas pela eliminação de deduções e créditos fiscais.

Durante a campanha, Obama disse que pretende reduzir a despesa do governo federal de 24% do Produto Interno Bruto (PIB) para 22,5%, diminuindo o déficit das contas públicas para 3%, sobretudo em despesas com a área de defesa. Para o presidente, é fundamental também mudar o sistema de segurança social.

A reforma do sistema de saúde pública, destinado aos aposentados, levou o presidente ao desgaste nos últimos meses e divide opiniões. Romney é favorável a elevar em mais dois anos a idade para a aposentadoria – de 67 anos. O objetivo do republicano é reduzir os gastos públicos.

Depois de ver frustrada sua meta de mudar o sistema de imigração, prometida em 2008, Obama promete empenhar-se para, por exemplo, legalizar os trabalhadores estrangeiros que estão no país. Em sua gestão, houve um número recorde de informações sobre imigrantes ilegais, mas uma redução na quantidade de jovens levados ilegalmente para o país pelos pais.

Romney tem um discurso antagônico, assumindo uma posição crítica em relação aos imigrantes ilegais e recomendando a deportação voluntária para os países de origem. Também disse ser favorável a montar uma estrutura capaz de fechar a fronteira entre os Estados Unidos e o México.

Em relação à política externa, Obama promete retirar até o final de 2014 as tropas norte-americanas do Afeganistão. Romney considera Obama brando em relação ao Oriente Médio, à China e à Rússia,  assim como ao Irã.

 

*Matéria originalmente publicada na Agência Brasil