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EUA: acusações da Venezuela são 'falsas' e 'sem fundamento'

por AFP — publicado 17/02/2014 19h00, última modificação 17/02/2014 19h17
Declaração foi feita pela porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki. Ela negou que Washington esteja colaborando com os protestos contra o governo do presidente Nicolás Maduro.
Juan Barreto / AFP
Venezuela

Estudantes venezuelanos fazem protestos contra o governo em Caracas, em 17 de fevereiro de 2014

Os Estados Unidos chamaram nesta segunda-feira 17 de "falsas e sem fundamento" as acusações da Venezuela de que Washington está colaborando com os protestos contra o governo do presidente Nicolás Maduro.

"Apoiamos os direitos humanos e as liberdades fundamentais --incluindo a liberdade de expressão e o direito de reunião-- na Venezuela e em todos os países do mundo. Mas, como temos dito há muito tempo, corresponde ao povo venezuelano decidir o futuro político da Venezuela", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki.

"As alegações de que os Estados Unidos estão ajudando a organizar os manifestantes na Venezuela são falsas e sem fundamento," acrescentou Psaki.

Maduro anunciou na noite de domingo a expulsão de três diplomatas americanos acusados de se reunir com os líderes das manifestações.

Nesta segunda-feira, o chanceler venezuelano, Elías Jaua, denunciou a ingerência do governo dos Estados Unidos nos recentes protestos estudantis e revelou os nomes dos três funcionários da embaixada na Venezuela, dando 48 horas para que deixem o país.

Os diplomatas expulsos são Breean Marie McCusker, segunda secretária exercendo funções de vice-cônsul na Venezuela; Jeffrey Gordon Elsen, segundo secretário da embaixada que também exerce funções de vice-cônsul; e Kristopher Lee Clark, segundo secretário.

Psaki disse que o Departamento de Estado não foi notificado formalmente das expulsões.

Nas últimas duas semanas, estudantes venezuelanos saíram às ruas de Caracas e de outras cidades do país para protestar contra a crescente crise econômica e a violência. Eles exigiam também a liberação de jovens detidos em outros protestos.

Na quarta-feira passada, depois de uma passeata reunindo milhares de estudantes, acompanhada por líderes da oposição, incidentes foram registrados entre manifestantes, policiais e grupos seguidores do governo. Três pessoas morreram e 66 ficaram feridas.

O governo acusou "grupos da ultradireita infiltrados" com o objetivo de provocar "um golpe de Estado", e responsabilizou o líder opositor Leopoldo López pelas mortes.

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