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África do Sul

Estado de saúde de Nelson Mandela é crítico

por Deutsche Welle publicado 24/06/2013 10h16, última modificação 25/06/2013 11h43
O ex-presidente sul-africano e ícone anti-apartheid está hospitalizado há mais de duas semanas
Debbie Yazbek / Fundação Mandela / AFP
Nelson Mandela

Mandela em imagem de agosto de 2010

Pela primeira vez desde que foi hospitalizado em Pretória, há duas semanas, o estado de saúde do primeiro presidente negro da África do Sul, Nelson Mandela, foi descrito como "crítico". "Os médicos estão fazendo o possível para garantir o bem-estar e o conforto" de Mandela, disse Jacob Zuma, presidente sul-africano, durante coletiva de imprensa semanal nesta segunda-feira (24/06), em Johannesburgo.

O semblante sério de Zuma, do mesmo partido de Mandela, o Congresso Nacional Africano (ANC), refletiu a preocupação da população com o estado de saúde do herói da luta contra o apartheid, regime segregacionista governado pela minoria branca na África do Sul entre 1948 e 1994.

"Eu fui ao hospital ontem [domingo]. Ele já estava dormindo. Nós o vimos, falamos um pouco com os médicos e com sua esposa, Graça Machel. Não sou capaz de dar mais detalhes, não sou médico", afirmou Jacob Zuma durante a coletiva, prevista há meses para evocar as eleições no país em 2014. Em comunicado, a presidência pediu aos sul-africanos que "rezem por Nelson Mandela nesse momento difícil."

Também carinhosamente chamado de"Madiba" pela população, que usa o seu nome de clã, Mandela, de 94 anos, sofre de uma infecção pulmonar recorrente há cerca de dois anos e meio. O ex-presidente foi hospitalizado quatro vezes desde dezembro de 2012. A última internação de urgência aconteceu no dia 8 de junho. Desde então, vários cidadãos fazem plantão diante do hospital Mediclinic Heart, na capital executiva sul-africana, onde Mandela está internado.

Até domingo à noite, as notícias sobre a saúde de Nelson Mandela, divulgadas pela presidência e pela família do ex-presidente, eram de otimismo. Circularam rumores de que ele estaria prestes a sair do hospital. O ex-presidente sul-africano Thabo Mbeki, próximo da família de Mandela, disse que o seu antecessor não estava à beira da morte. Porém, no sábado, o canal de televisão norte-americano CBS contradisse as informações oficiais com notícias mais alarmistas.

Os problemas pulmonares de Mandela poderiam estar ligados às sequelas de uma tuberculose contraída durante a detenção, por 17 anos, na prisão da Ilha de Robben, no litoral da Cidade do Cabo.

A última aparição pública de Mandela foi na final da Copa do Mundo de Futebol de 2010, em Johannesburgo. As imagens mais recentes do ex-presidente são de abril deste ano, durante visita de líderes do ANC à sua casa. Mandela costuma viver entre Johannesburgo e Qunu, sua cidade natal.

RK/afp/rtr