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Egito

Mubarak está em "coma profundo", diz governo

por Redação Carta Capital — publicado 11/06/2012 11h42, última modificação 06/06/2015 17h37
O ex-ditador egípcio foi submetido a desfibrilação em duas ocasiões depois de sofrer paradas cardíacas nesta segunda-feira
O ex-presidente egípcio foi condenado à prisão perpétua pela repressão da revolta contra seu regime no início de 2011. Foto: AFP

O ex-presidente egípcio foi condenado à prisão perpétua pela repressão da revolta contra seu regime no início de 2011. Foto: AFP

O ex-ditador do Egito Hosni Mubarak, de 84 anos, está em "coma profundo" de acordo com uma informação divulgada pelo Ministério do Interior egípcio à rede de tevê CNN. Segundo o porta-voz do Ministério do Interior, Alaa Mahmoud, a saúde de Mubarak "está se deteriorando desde o veredicto, com pressão alta, problemas respiratórios e pulsação irregular". Em 2 de junho, Mubarak foi condenado à prisão perpétua pela repressão da revolta contra seu regime no início de 2011, que deixou cerca de 850 mortos.

Mais cedo nesta segunda-feira, Mubarak foi submetido a duas séries de desfibrilação depois de sofrer paradas cardíacas, declarou à AFP uma fonte médica da prisão onde Mubarak permanece detido. "O coração (de Mubarak) parou duas vezes. Os médicos tiveram que recorrer a um desfibrilador. Algumas vezes está consciente e outras inconsciente, e nega-se a se alimentar", acrescentou a fonte.

Uma fonte do ministério do Interior havia indicado anteriormente, também nesta segunda-feira, que seu estado de saúde era "crítico, mas estável". No Egito, um país onde as teorias da conspiração florescem com facilidade, o noticiário a respeito da saúde de Mubarak é visto por muitas pessoas com desconfiança, uma vez que muitos suspeitam de planos de seus antigos aliados para libertá-lo.

As autoridades também indicaram que estão estudando a possibilidade de levá-lo da prisão do sul do Cairo na qual se encontra para um hospital da capital. Segundo a fonte ministerial que pediu o anonimato, Mubarak sofre desde sua chegada à prisão de Tora de uma depressão aguda, de problemas respiratórios e hipertensão, razão pela qual foi levado para uma zona hospitalar da prisão.

Com informações da AFP

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