Você está aqui: Página Inicial / Internacional / Equipes de resgate ainda procuram 70 desaparecidos

Internacional

Naufrágio na Itália

Equipes de resgate ainda procuram 70 desaparecidos

por Redação Carta Capital — publicado 14/01/2012 10h48, última modificação 14/01/2012 19h21
Navio com 4 mil passageiros, incluindo brasileiros, afundou ao se chocar com rocha no litoral da Toscana, matando ao menos três pessoas
italia

O navio realizava um cruzeiro de uma semana pelo Mediterrâneo quando se chocou aparentemente contra uma rocha. Foto: Stringer/AFP

Equipes de socorro procuram neste sábado 14  por 70 desaparecidos do naufrágio de um cruzeiro com mais de 4 mil pessoas, incluindo brasileiros. O navio encalhou em Toscana, litoral oeste da Itália e ao menos três pessoas morreram.

Segundo a empresa Costa Cruzeiros, dona da embarcação, todos os 53 brasileiros a bordo foram localizados e já recebem atendimento.

Mergulhadores fazem buscas no navio para averiguar se há vítimas presas na parte submersa da embarcação.

Segundo o prefeito de Toscana, Giuseppe Linari, a empresa proprietária da embarcação indica que há a possibilidade dos desaparecidos terem sido evacuados para a ilha de Giglio junto com outros passageiros.

"Dos 4.234 passageiros e membros da tripulação, incluindo 52 crianças menores de seis anos, foram encontrados até o momento 4.165 pessoas", disse o prefeito. E completou: "Estamos realizando buscas praticamente porta a porta em Giglio."

Veja o vídeo do naufrágio na Itália aqui

O navio "Costa Concordia" realizava um cruzeiro de uma semana pelo Mediterrâneo quando se chocou aparentemente contra uma rocha nas proximidades da ilha de Giglio. A embarcação levava mais de 1,2 mil italianos, 500 alemães, 150 franceses, além de japoneses, indianos, espanhois e também brasileiros.

Segundo informações da agência de notícias AFP, o acidente ocorreu na hora do jantar e alguns passageiros chegaram a se jogar no oceano.
Luciano Castro, um dos passageiros do navio, disse à imprensa italiana que por volta de 21h30 (horário local) "todos estavam jantando quando a luz apagou, houve um tranco e os pratos caíram da mesa."
Quando a luz voltou, o comandante anunciou uma avaria no gerador elétrico e garantiu um conserto rápido, mas o barco começou a adernar. A tripulação pediu que todos colocassem os coletes salva-vidas e logo veio a ordem para abandonar o navio, revelou Castro.

Outra passageira, a jornalista Mara Parmegiani, descreveu "cenas de pânico dignas do 'Titanic'", com empurrões entre os evacuados, gritos e choros. Ela também denunciou o despreparo da tripulação e afirmou que alguns coletes salva-vidas não funcionaram.

Unidades da Guarda Costeira, navios mercantes e ferrys garantiram a evacuação dos passageiros e tripulantes para a ilha de Giglio.

No total, 12 navios e nove helicópteros foram mobilizados para verificar se não havia pessoas no mar, informou o porta-voz da capitania de Livorno, Emilio Del Santos.

O armador Costa Crociera, dono do barco, se declarou "consternado" e expressou seus pêsames às famílias. Indicou que não é possível determinar de imediato as causas do acidente e assegurou que a evacuação foi rápida, apesar de difícil.

O navio havia partido de Savona para um cruzeiro com escalas previstas em Civitavecchia, Palermo, Cagliari (Itália), Palma de Mallorca, Barcelona (Espanha) e Marselha (França).

A embarcação tinha 290 metros, 58 quartos com suíte e balcão, cinco restaurantes, 13 bares e quatro piscinas.

*Para informações sobre os brasileiros no cruzeiro é possível entrar em contato com o Consulado Brasileiro em Milão pelo telefone de emergência 00xx39 335 727 8117 ou 00xx39 333 1184 682 para o Consulado Brasileiro em Roma.

Com informações AFP.

*Atualizado às 15h40 de sábado 14 para acréscimo de informações.

Leia mais em AFP Movel.