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Equador renuncia a benefícios tarifários dos EUA

por AFP — publicado 27/06/2013 11h21
País alega ter sido pressionado por aceitar analisar um pedido de asilo de Edward Snowden, ex-agente da CIA que vazou documentos secretos do governo norte-americano
Rodrigo Buendia/AFP

QUITO (AFP) - O Equador renunciou nesta quinta-feira 27 aos benefícios tarifários concedidos pelos Estados Unidos como compensação por sua luta antidrogas, ao denunciar ameaças de setores norte-americanos depois de sua decisão de analisar um pedido de asilo de Edward Snowden, foragido da Justiça americana, anunciou o governo.

"O Equador renuncia de maneira unilateral e irrevogável a essas preferências tarifárias ou ATPDEA", segundo declaração lida pelo secretário da Comunicação, Fernando Alvarado.

"O Equador não aceita pressões ou ameaças de ninguém, e não comercializa com os princípios nem os submete a interesses mercantis, por importantes que estes sejam", acrescenta a nota.

O governo de Rafael Correa recordou que as preferências do ATPDEA "foram originalmente concedidas como uma compensacão aos países andinos por sua luta contra as drogas, mas logo se converteram em um novo instrumento de chantagem".

O jornal digital El Ciudadano, da presidência equatoriana, indica que, "entre os temas com os quais se exerceram pressão, explícita e implícita, contra o Equador se encontram o asilo a Julian Assange, fundador do site WikiLeaks; a análise do pedido de asilo a Edward Snowden; e as relações bilaterais e soberanas do país sul-americano com as nações que são consideradas inimigas dos Estados Unidos".

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