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Criador do Wikileakes

Equador concede asilo diplomático a Julian Assange

por AFP — publicado 16/08/2012 10h32, última modificação 06/06/2015 18h18
Chanceler justificou a decisão por considerar que existem riscos para a integridade e a vida do criador do site Wikileaks

QUITO (AFP) - O Equador concedeu asilo diplomático a Julian Assange, refugiado na embaixada do país em Londres, nesta quinta-feira 16. A decisão, segundo o chanceler Ricardo Patiño, é justificada pelo Equador considerar que existem riscos para sua integridade e sua vida em consequência das revelações feitas no site Wikileaks.

"O Equador decidiu conceder asilo diplomático a Julian Assange", afirmou Patiño ao ler uma declaração na sede do ministério das Relações Exteriores em Quito.

"Caso aconteça uma extradição para os Estados Unidos, o senhor Assange não terá um julgamento justo, poderá ser julgado por tribunais especiais ou militares e não é inverossímil que receba um tratamento cruel e degradante, e que seja condenado à prisão perpétua ou à pena capital, com o que não seriam respeitados seus direitos humanos", disse Patiño.

O chanceler destacou que após quase dois meses de "diálogo do nível mais elevado" com os governos dos Estados Unidos, Reino Unido e Suécia, seu país tem "sérios indícios" da possibilidade de "retaliações" contra Assange, "que podem colocar em risco sua integridade, segurança e inclusive sua vida".

Na argumentação, o Equador considera que se Assange "for levado para a prisão preventiva na Suécia, terá início uma série de eventos que impediriam evitar uma extradição" para um terceiro país, como os Estados Unidos.

O fundador do site WikiLeaks entrou na embaixada do Equador em Londres no dia 19 de junho, depois de esgotar todas as opções legais contra um pedido de extradição à Suécia, onde é acusado de crimes sexuais, o que ele nega.

Assange teme que uma eventual deportação para a Suécia abra as portas para uma nova deportação, desta vez para os Estados Unidos, onde ele responderia por acusações de espionagem em consequência das revelações de centenas de milhares de telegramas diplomáticos e documentos de Washington sobre as guerras do Iraque e Afeganistão.

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