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Em três dias, 400 morrem na República Centro-Africana

por Agência Brasil publicado 08/12/2013 16h04, última modificação 08/12/2013 16h14
Sob intervenção da França, o país de 4,5 milhões de habitantes mergulhou no caos desde o golpe de estado, em março

Carolina Gonçalves

Brasília – Quase 400 pessoas morreram em Bangui, capital da República Centro-Africana nos últimos três dias, quando começaram os ataques das milícias contra civis. O balanço foi divulgado no domingo 8 pelo chefe da diplomacia francesa, Laurent Fabius. Ele acrescentou, no entanto, que a tranquilidade está sendo retomada na região.

Fabius admitiu que ainda existem ocorrências de violência e abuso de autoridades em alguns pontos de Bangui, mas informou que as operações do exército francês estão em curso e que as ações para desarmamento devem começar em breve.

Funcionários da Cruz Vermelha Centro-Africana anunciaram no sábado 7 que o número de mortos já chegava a 300. Mesmo com a presença de tropas francesas na cidade, a situação continuou tensa no sábado. Os ataques começaram logo depois que a Organização das Nações Unidas autorizou a intervenção militar francesa na região para proteger a população e restaurar a ordem local. Integrantes de milícias de autodefesa cristãs "Anti-Balaka”, que apoiam o presidente deposto François Bozizé realizaram ataques e foram combatidos pelas forças de segurança que seguem apoiadas pela milícia muçulmana Séléka.

A República Centro-Africana com 4,5 milhões de habitantes, mergulhou no caos desde o golpe de estado, em março, liderado pela coligação rebelde Séléka.

 

*Com informações da Lusa