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Em eleição com elevado nível de abstenção, presidente de Portugal é reeleito

por Agência Brasil publicado 24/01/2011 10h31, última modificação 24/01/2011 10h31
No discurso de vitória, Cavaco Silva disse que as as relações com o governo do premiê socialista José Sócrates serão baseadas em um referencial de confiança, estabilidade e solidariedade

Brasília - O presidente português, Aníbal Cavaco Silva, foi reeleito com 52,9% dos votos no primeiro turno das eleições, que ocorreu ontem (23). O socialista Manuel Alegre - apoiado pelo primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates - ficou em segundo lugar com 19,7% dos votos. Em terceiro lugar ficou o candidato independente Fernando Nobre, com 14,1% dos votos.

Há cinco anos, nas últimas eleições presidenciais, a abstenção foi de 38,7% e neste pleito, passou dos 50%. Para especialistas, os motivos para o elevado nível de abstenção vão desde o desinteresse do cidadão comum pela política até a onda de frio pela qual passa Lisboa – a temperatura de quatro graus foi a menor em anos – e a confusão burocrática - com muitos eleitores sem saber onde votariam.

"A campanha ocorreu em condições muito difíceis, foram cinco [candidatos] contra um e a dignidade e o respeito que devem envolver uma eleição presidencial não foram respeitados", disse Cavaco Silva.

No discurso de vitória, Cavaco Silva disse que as as relações com o governo do premiê socialista José Sócrates serão baseadas em  um referencial de confiança, estabilidade e solidariedade. "Exercerei uma magistratura ativa colaborando com todos os órgãos e instituições nacionais."

Nas ruas, alguns dos eleitores demonstravam o desinteresse pelas eleições. A dona de casa Fátima Brandão foi uma das que não quis votar e esteve na seção eleitoral apenas para acompanhar o marido. "É tudo a mesma coisa. Este ano eu não voto", disse ela.

Para a psicóloga Helena Coelho, que votou mas não quis dizer em que candidato, o problema está na relação dos políticos com os eleitores. "Acho que as pessoas estão pouco motivadas, a campanha não foi elucidativa, ficou nos ataques pessoais e não se discutiu políticas, como encontrar saídas para as dificuldades", afirmou.

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