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Berlusconi faz apelo a deputados

por Agência Brasil publicado 13/10/2011 12h09, última modificação 13/10/2011 13h04
Premier fala em 'credibilidade' enquanto o Parlamento se prepara para votar uma moção de confiança para reduzir os gastos e minimizar a crise

Renata Giraldi*

Brasília – Em meio à insatisfação da população da Itália, que discorda das medidas de austeridade do governo, o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, tornou-se alvo de críticas e divergências no Parlamento. Berlusconi esteve nesta quinta-feira 13 na Câmara dos Deputados e pediu apoio dos parlamentares. Segundo ele, é necessário buscar alternativas para garantir os interesses do país, o que ocorre por meio da credibilidade.

O Parlamento italiano se prepara para votar a chamada moção de confiança que inclui uma série de aspectos para reduzir os gastos e evitar o agravamento causado pela crise econômica internacional. A Itália tem uma das mais elevadas dívidas públicas da zona do euro (que reúne os 17 dos 27 países da União Europeia que adotam a moeda única) que compromete cerca de 120% do Produto Interno Bruto (PIB).

Pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento da União Europeia, há um limite de endividamento público de 60% do PIB, mas a maioria dos países tende a ultrapassar o percentual e elevar o déficit em mais 3% do PIB.

No último dia 15, líderes das 8 mil assembleias e câmaras municipais de várias regiões da Itália protestaram em todo país contra o plano de austeridade proposto por Berlusconi. Os parlamentares fizeram uma manifestação pacífica ao fechar os gabinetes por algumas horas e discursar contra as medidas.

Pelo plano de austeridade, serão cortados 9,2 bilhões de euros, no período de 2012 a 2013. As medidas incluem o aumento do IVA (Imposto Sobre Valor Agregado) de 20% para 21%, a taxação em 3% das fortunas acima de 500 mil euros e mudanças no sistema de aposentadoria.

Também determina a redução do repasse de verbas para as províncias, de forma geral, como forma de conter os gastos públicos. As medidas foram recomendadas pelos países da UE e pelo Banco Central Europeu.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa

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