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Em busca do plano B

por Redação Carta Capital — publicado 09/12/2011 11h13, última modificação 09/12/2011 11h14
Militares procuram alternativas para permanecer no poder
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Militares procuram alternativas para permanecer no poder. Foto: Handout/Reuters

Após a queda de Hosni Mubarak, os militares egípcios liderados pelo marechal Hussein Tantawi viram nos militantes da Praça Tahrir a maior ameaça ao seu controle do complexo militar-industrial e apoiaram-se no apelo popular dos partidos islâmicos. Mas erraram nos cálculos.

Dos 166 deputados eleitos nos dois turnos da primeira de três rodadas eleitorais, 82 são da Irmandade Muçulmana e aliados, 33 do partido fundamentalista radical Nour e 4 do mo derado Wasat. Dos 47 laicos, 18 são do Bloco Egípcio (liberais e social-democratas tradicionais), 12 do Wafd (nacionalistas) e 5 do A “Revolução Continua”, partido mais representativo da Praça Tahrir. Outros 12 são independentes ou de pequenos partidos. A Irmandade promete formar coalizão com partidos laicos e não com o ultraconservador Nour, mas está claro que controlará o Parlamento, privando os militares do papel de fiel da balança partidária que esperavam ter.

A Junta Militar delegou ao novo primeiro-ministro, Kamal Ganzouri, parte dos poderes presidenciais sob seu controle (exceto judiciários e militares) e propôs um “conselho consultivo” de 35 notáveis por ela nomeados para “aconselhar” a Junta, a Constituinte e o Parlamento.

A Junta quer assegurar-se, no Egito, do “poder moderador” que os militares exerceram por décadas na Turquia, mas a Irmandade Muçulmana e os jovens revolucionários se recusam a participar do novo órgão, o que lhe tira a legitimidade e prolonga o impasse.

 

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