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Eleição do novo Papa pode ser antecipada

por Redação Carta Capital — publicado 16/02/2013 13h04, última modificação 06/06/2015 17h37
Conclave quer se reunir antes do prazo mínimo de 15 dias após a declaração de "sede vacante", a ser anunciada em 28 de fevereiro

O Vaticano indicou neste sábado 16 que o conclave para eleger o sucessor de Bento XVI, que renunciou por "falta de forças", pode ser antecipado. O procedimento seria iniciado antes de 15 de março.

Segundo a constituição apostólica, o conclave deve começar a partir de 15 dias da declaração de "sede vacante" e no máximo em 20. Como o papa deixa o posto em 28 de fevereiro, a eleição só poderia começar em 15 de março.

"A situação desta vez é diferente, porque a constituição fala neste prazo para dar tempo aos cardeais chegarem a Roma. Neste caso, é possível que todos os cardeais tenham chegado e não seja preciso esperá-los. A constituição pode ser interpretada", disse Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano.

O tema está sendo debatido pelos cardeais, que podem realizar uma votação no dia da renuncia de Bento XVI para decidir sobre o prazo.

Ao todos, 117 cardeais possuem direito a voto por terem menos de 80 anos. Para ser eleito pelo  conclave, que ficará dentro da Capela Sistina, o novo Papa precisa de dois terços dos votos.

João Braz de Aviz, Raymundo Damasceno Assis, Cláudio Hummes, Geraldo Majella Agnelo e Odilo Pedro Scherer representarão o Brasil, em uma reunião que terá 19 cardeais latino-americanos.

Destino de Bento XVI

Após a renúncia, Bento XVI irá para a residência de verão dos Papas, em Castelgandolfo, nos arredores de Roma. Segundo Lombardi, ele permanecerá no local por cerca de dois meses. "Acredito que ficará ali até o fim de abril ou o início de maio, enquanto reformam a nova residência do Vaticano."

A residência do papa renunciante passará a ser um monastério, onde seu secretário pessoal, o alemão Georg Ganswein, também viverá. Diversas freiras ficarão a serviço de Bento XVI.

A coabitação de dois Papas no Vaticano é um fato inédito, mas Lombardi afirmou durante a semana que Bento XVI "viverá com total discrição". "Sua presença não será um impedimento, uma interferência ou um problema."

O porta-voz não descartou, contudo, um papel de conselheiro para o renunciante, que poderá receber um título como "Papa Emérito".

Com informações AFP.