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E o Irã chega pelo mar

por Gianni Carta publicado 22/02/2011 17h33, última modificação 25/10/2011 11h52
O chanceler de Israel fala de “provocação” e “iranização”

O chanceler de Israel fala de “provocação” e “iranização”

As novas não são bem-vindas para Israel, nem para a ocupada Palestina. Dois navios de guerra iranianos atravessam, pela primeira vez em mais de três décadas, o Canal de Suez, e se impõem no Mediterrâneo, em clara demonstração de força à vista de Jerusalém e Washington. Avigdor Lieberman, chanceler israelense, fala em “provocação” por parte de Teerã e na “iranização” do Oriente Médio.

Enquanto isso, da Faixa de Gaza, de onde se pode avistar as manobras iranianas, a questão a inquietar é outra. Washington vetou a Resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, que condena os assentamentos israelenses em territórios ocupados em Jerusalém Leste e na Cisjordânia. Em miúdos, as críticas de Washington aos assentamentos– condição para os palestinos voltarem à mesa de negociações – eram conversa para árabe ver. Com o veto, o primeiro-ministro conservador Benjamin Netanyahu recebeu sinal verde para continuar expandindo o território israelense.

O clima em Gaza permanece tenso. No dia 16, três pescadores palestinos foram mortos ao norte, na fronteira com Israel. As Forcas de Defesa Israelenses (FDI) garantem que se tratava de militantes fundamentalistas. E na quarta-feira 23, as FDI revidaram contra o grupo de militantes da Jihad que havia lançado, na mesma noite, dois foguetes Grad na cidade de Be’er Sheva, a 20 quilômetros de Gaza. Não houve mortes ou maiores danos. Em contrapartida, três militantes ficaram feridos na cidade de Gaza. Horas antes, um tanque israelense feriu dez pessoas, das quais três eram crianças. E houve uma morte. Segundo a ONU, nos primeiros dez meses de 2010, ano considerado calmo em termos de violência, 54 palestinos foram mortos e 216 feridos em Gaza.

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 635, já nas bancas.

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