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Internacional

Sequestro no Egito

Turistas brasileiras são libertadas

por Redação Carta Capital — publicado 18/03/2012 13h21, última modificação 18/03/2012 20h01
Beduínos egípcios sequestraram neste domingo dois turistas brasileiros na Península do Sinai, no terceiro caso desse tipo envolvendo turistas

As duas brasileiras sequestradas neste domingo 18 de março já foram libertadas, segundo a agência de notícias EFE. Fontes oficiais informaram que as negociações com grupos beduínos foram concluídas e o sequestro chegou ao fim.

As turistas retornavam de uma visita ao mosteiro histórico de Santa Catarina, no sudeste do Sinai, quando beduínos armados anunciaram o sequestro, segundo os serviços de segurança locais.

Uma fonte informou que dois beduínos armados pararam um ônibus com 38 turistas e obrigaram as duas brasileiras e o guia a entrar em outro veículo, que partiu rumo às montanhas da península.

Fontes oficiais apresentaram informações conflitantes sobre a idade das vítimas. Uma informação preliminar afirmava que as duas eram adolescentes, mas um policial disse que uma tem 18 anos e a outra, 40.

Segundo uma fonte policial, um dos sequestradores é o pai de um homem condenado por tráfico de drogas e armas e espera obter a libertação do filho em troca das reféns.

O sequestro deste domingo, o terceiro caso do tipo envolvendo turistas só este ano, é o último de uma série de incidentes violentos que põem em apuros os militares no poder desde que o presidente Hosni Mubarak foi deposto por uma revolta popular, em fevereiro de 2011.

Em 10 de fevereiro passado, beduínos armados sequestraram três turistas sul-coreanas e seu guia egípcio na mesma região, pedindo a libertação de prisioneiros, e os libertaram no dia seguinte.

Uma semana antes, dois turistas americanos e seu guia também foram sequestrados por beduínos, que também exigiam a libertação de companheiros detidos.

Os turistas e o guia foram libertados horas depois ilesos, assim como 25 trabalhadores chineses que haviam sido sequestrados em janeiro.

A desértica e montanhosa região do Sinai, no leste do país, é pouco habitada e abriga a maior parte dos resorts egípcios. Ao mesmo tempo, serve como local de moradia de grande parte da população beduína pobre, marginalizada pelo antigo regime, e que pegou em armas durante a rebelião que terminou com quase 30 anos de poder de Mubarak.

Desde a revolta, o Sinai se tornou uma área ainda mais violenta, com ataques a delegacias de polícia e explosões frequentes contra oleodutos que levam gás ao vizinho Israel, sabotados 13 vezes este ano.

Os militares têm dificuldades para controlar os grupos radicais nesta região desértica e montanhosa do leste do país. Contribui para isto a escassa presença do exército, devido à desmilitarização do setor, contemplada nos acordos de paz com Israel.

Uma base militar da Força Multinacional de Paz e Observadores (MFO), encarregada de zelar pela aplicação do acordo de paz entre Egito e Israel de 1979, foi cercada durante oito dias por beduínos armados que também pediam a libertação de membros de suas tribos.

*Com informações da  AFP

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