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Ditador sírio anuncia anistia, mas não menciona fim da repressão

por Agência Brasil publicado 21/06/2011 10h11, última modificação 21/06/2011 10h11
A lei afeta todos presos políticos, inclusive membros da Irmandade Muçulmana. Mesmo assim, novas manifestações ocorreram hoje em Damasco. Calcula-se que a repressão ao movimento já tenha feito 1300 vítimas e mais de 10 mil prisões

O presidente da Síria, Bashar Al Assad, decretou nesta terça-feira 21 uma anistia geral. A ideia, segundo ele, é atingir todos os condenados por crimes políticos cometidos até a véspera. Porém, não há detalhes sobre a medida. A lei afeta todos os presos políticos inclusive os integrantes do grupo denominado Irmandade Muçulmana.

O aviso de Assad não evitou que hoje mais manifestações ocorressem em Damasco. Um pequeno grupo defendia o presidente. De acordo com organização não governamentais, as reações entre manifestantes e forças de segurança do governo na Síria provocaram 1,3 mil mortes de civis e mais de 10 mil prisões.

Desde março, Assad vive sob a pressão de intensas manifestações que ele tenta conter com repressão e violência. Os atos do governo são duramente condenados pela comunidade internacional. No entanto, o presidente não mencionou esses episódios na nova lei de anistia.

Ontem, no terceiro discurso público feito por ele, Assad disse que se dispõe a um “diálogo nacional” e à promoção de mudanças na Constituição. Também prometeu anular o item da Constituição que determina que o Baas seja o “partido dirigente do Estado e da sociedade” na Síria.

Publicado na Agência Brasil, via Agência Lusa

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