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Diretora do FMI sob investigação

por Redação Carta Capital — publicado 04/08/2011 12h33, última modificação 04/08/2011 13h00
Tribunal francês abre inquérito contra sucessora de Strauss-Kahn, Cristine Lagarde, por liberar recurso público em condições suspeitas

O Tribunal de Justiça da França decidiu abrir nesta quinta-feira (4) um inquérito contra Christine Lagarde, a nova diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), por abuso de autoridade na arbitragem do “caso Tapie”, quando ela ocupava o cargo de ministra da  Economia. Ela ocupa o posto no fundo há um mês.

O chamado caso Tapie teve início há 18 anos com a venda litigiosa da Adidas pelo banco Crédit Lyonnais, que pertencia ao Estado francês. O empresário Bernard Tapie, dono da marca esportiva, que apoiou a campanha do presidente Nicholas Sarkozy nas eleições, disse ter sido lesado com a venda e recorreu ao tribunal arbitral, um tipo de tribunal particular.

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Em 2008, Lagarde aconselhou a filial do Crédit Lyonnais criada para gerir os passivos do banco a aceitar o recurso do tribunal arbitral. Segundo a BBC, Lagarde teria aprovado o pagamento de 285 milhões de euros de fundos públicos a Bernard Tapie, em Julho de 2008.

Em reportagem do jornal espanhol El País, Christine rejeita as acusações e nega que tenha lucrado com as negociações.
De acordo com a BBC, o advogado de Lagarde, Yves Repiquet, disse que a decisão não afetaria seu trabalho. "Este procedimento não é de forma incompatível com as funções atuais da diretora", disse.

Se condenada, a diretora do FMI pode pegar até cinco anos de prisão e uma multa de 75 mil  euros.
O inquérito foi aberto a pedido de um grupo de deputados socialistas.

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