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Internacional

Recado de Londres

Dilma cobra manutenção de empregos no setor automobilístico

por Redação Carta Capital — publicado 27/07/2012 12h08, última modificação 27/07/2012 12h08
Presidenta diz que esse é o único motivo para os incentivos concedidos pelo governo
carros

Elza fiúza/ABr

A presidenta Dilma Rousseff cobrou nesta sexta-feira 27, em Londres, os empresários do setor automobilístico a contrapartida à redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os automóveis e a desoneração do tributo aos eletrodomésticos da linha branca e móveis.

O governo federal quer a garantia de empregos nas montadoras em meio à crise da General Motors (GM), que anunciou o plano de demissões na montadora em São José dos Campos (SP).

Segundo Dilma, o governo faz estudos para promover uma série de desonerações, mas espera o retorno dos incentivos fiscais e financeiros. “Damos incentivo para garantir emprego e eles precisam saber que é por esse único motivo”, disse antes de almoçar com atletas brasileiros na capital inglesa.

Na última semana, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos pede a interferência do governo para evitar demissões na GM. Após isso, a direção da montadora foi chamada a dar explicações no Ministério da Fazenda.

Em maio, o governo federal reduziu o IPI para os carros até 31 de agosto, mas condicionou a medida à manutenção do nível de empregos no setor. A GM, no entanto, alega que o compromisso era com a manutenção do nível de emprego. Isso estaria ocorrendo em São Caetano, em Gravataí (RS), e para a futura fábrica de motores de Joinville (SC).

A presidenta também declarou ser impossível que o Brasil não sofra os impactos da crise econômica internacional, que afeta a Europa e os Estados Unidos. Mas ressaltou que a economia do Brasil, mesmo sob dificuldades, registrou crescimento e segue nesta tendência, incluindo o equivalente à população “de uma Argentina” na classe média. “O Brasil não é uma ilha. Todos os países do Brics [Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul] estão sendo afetados."

Dilma acrescentou também que os principais desafios do governo são “saúde e educação”. Segundo ela, as cobranças da população aumentaram a partir do momento que mais pessoas conquistaram melhorias salariais e qualidade de vida. A mandatária ainda reiterou que o governo se esforça para garantir “o caminho da estabilidade com a inflação sob controle”, reforçando o discurso do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, no evento Global Investment Conference, também em Londres. Segundo o chefe do BC, a economia brasileira “está pronta” para crescer 4%, em bases anuais, no segundo semestre de 2012.

Com informações Agência Brasil.

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