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Desigualdade salarial nos EUA é pior do que na época da escravidão

por Redação Carta Capital — publicado 20/09/2012 19h18, última modificação 06/06/2015 18h41
De acordo com o Huffington Post, Nova York é o Estado mais desigual do país, seguido de Connecticut

A desigualdade de renda nos Estados Unidos é pior nos dias de hoje do que na época da escravidão. Foi o que concluiu um recente estudo realizado pelo instituto norte-americano National Bureau of Economic Research e divulgado nesta quinta-feira 20 pelo site Huffington Post.

Na pesquisa, os economistas Peter H. Lindert e Jeffrey G. Williamson – respectivamente das Universidades da Califórnia e Harvard – argumentam que, mesmo levando em conta a escravidão, as colônias da América do Norte eram excepcionalmente igualitárias, quando comparadas com os outros países da época e com os Estados Unidos de hoje.

O estudo faz um levantamento das médias de salários no país entre os anos 1774 e 1860. Os pesquisadores afirmam que antes da Guerra de Secessão (1861-1865), o sul do país era mais rico e igualitário, baseando sua economia no modelo agrícola escravista. Após a Revolução, porém, a região apresenta uma grande queda em sua renda.

De acordo com o Huffington Post, o Estado de Nova York apresenta a maior desigualdade salarial no país atualmente, com 14,2% da população abaixo da linha da pobreza.

O segundo lugar fica com Connecticut, que, apesar de apresentar a maior média salarial, não divide a renda igualmente entre os cidadãos. Texas, Louisiana e Alabama aparecem respectivamente na quarta, quinta e sexta colocações.