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Desemprego da Eurozona bate recorde de 12% em fevereiro

por AFP — publicado 02/04/2013 10h13, última modificação 02/04/2013 10h54
O índice é um recorde histórico para o bloco e é mais acentuado no grupo de países do sul, como Espanha (26,3%) e Grécia (26,4%), submetidos a rígidos planos de austeridade
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Agência de emprego no subúrbio de Pantin, ao norte de Paris, em 25 de março. Foto: ©afp.com / Fred Dufour

BRUXELAS (AFP) - O desemprego na Eurozona alcançou 12% em fevereiro, ou seja, mais de 19 milhões de pessoas estavam sem trabalho. O índice é um recorde histórico para o bloco, indicou nesta terça-feira 2 o escritório de estatísticas europeu.

Em um ano, o desemprego na Eurozona aumentou de 10,9% para 12%, indicou o Eurostat. Os dados são especialmente catastróficos na Espanha (26,3%) e em Portugal (17,5%). Na Grécia, o desemprego correspondente a dezembro foi de 26,4%.

O desemprego também aumentou nos países ricos, como a Alemanha, de 5,3% para 5,4%, e em Luxemburgo (de 5,3% para 5,5%).

Mas os dados confirmam a distância entre os grupos formados pelos países do norte e pelos do sul, submetidos a rígidos planos de austeridade para sair da crise da dívida. Na Áustria, o desemprego alcançou 4,8% e na Holanda chegou a 6,2%.

Os dados são especialmente trágicos para os mais jovens: 23,9% destes estavam desempregados na Eurozona, em comparação com os 22,3% de fevereiro de 2012. Esta situação foi particularmente catastrófica na Espanha (55,7%), Portugal (38,2%) e Itália (37,8%). Na Grécia, 58,4% dos jovens com menos de 25 anos estava sem trabalho em dezembro.

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