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Déficit dos EUA aumenta nervosismo nos mercados

por Redação Carta Capital — publicado 22/11/2011 13h00, última modificação 22/11/2011 14h04
Impasse entre republicanos e democratas deixou mercado receoso e os Estados Unidos em risco de ter nota rebaixada

A supercomissão do Congresso norte-americano, criada em agosto para elevar o teto da dívida pública americana, foi incumbida, na sua mais recente tarefa, de fechar um acordo para cortar 1,2 trilhão de dólares, cerca de 2,1 trilhões de reais, no Orçamento dos Estados Unidos em um prazo de dez anos. O grupo, formado por seis representantes democratas e seis republicanos, no entanto,  fracassou em suas negociações e aumentou ainda mais o nervosismo existente nos mercados globais.

Ainda que o prazo final para apresentação de uma proposta seja amanhã 23, a supercomissão já deveria ter entregue uma proposta a ser avaliada pelo escritório de Orçamento do Congresso, 48 horas antes do prazo final. Mas a falta de consenso entre os membros dos dois partidos, sinaliza o fracasso. De acordo com reportagem da BBC Brasil, integrantes dos dois lados vêm trocando acusações publicamente. “De um lado, os republicanos se recusam a aumentar impostos; de outro, os democratas não aceitam determinados cortes em programas sociais.”

Apesar disso, ainda será possível cumprir a meta de reduzir 2,2 trilhões de dólares da dívida federal americana, calculada em mais de 15 trilhões atualmente. E o corte automático de 1,2 trilhão de dólares entre 2013 e 2022 em despesas com defesa, infraestrutura e educação, seguem mantidos.

Mas sem o acordo, os temores agora são de que as agências de classificação de risco reduzam a nota dos EUA que enfrenta baixo crescimento do Produto Interno Bruto e altos índices de desemprego. As queda das bolsas também sentiram com o impasse. Nesta segunda-feira 21, Wall Street operava em queda, provocada pelos problemas nos EUA e a crise na Europa. A Bovespa também operava em queda de –1,57% por volta das 16h (horário de Brasília).

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a Casa Branca e os líderes republicanos se digladiavam pela imprensa enquanto esperavam o anúncio do supercomitê. Em comunicado, o presidente da Câmara, o republicano John Boehner, culpou Obama e os democratas pela falta de acordo. Já a Casa Branca afirmou, por meio de seu porta-voz Jay Carney, que em vez de apontar o dedo e culpar os outros, o Congresso deve agir e completar sua responsabilidade.

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