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Cuba convida empresas estrangeiras a investir no porto de Mariel

por AFP — publicado 05/11/2012 10h23, última modificação 06/06/2015 19h23
O porto, construído em parceria com o Brasil, é a primeira Zona Especial prevista nas reformas de Raúl Castro e pretende incrementar as exportações da ilha
Cuba

Foto: ©AFP / str

HAVANA (AFP) - Cuba convidou empresas estrangeiras a investir na Zona Especial de Mariel, no domingo 4. A Zona é construída em parceria com o Brasil, 50 km a oeste de Havana, e terá a primeira fase do projeto concluída em abril do ano que vem. "Já estamos dando os primeiros passos para a criação da Zona Especial de Desenvolvimento do Mariel", disse o ministro de Investimento Estrangeiro e Comércio Exterior, Rodrigo Malmierca, ao inaugurar a 30ª Feira Internacional de Havana.

Estas zonas, cuja criação está prevista nas reformas propostas pelo presidente Raúl Castro e aprovadas pelo Partido Comunista, estão destinadas a "incrementar a exportação e a substituição efetiva de importações" e representam "uma oportunidade interessante para o capital estrangeiro", afirmou Malmierca. O ministro disse, ainda, que "desenvolver um intenso processo investidor constitui uma prioridade" do governo cubano e, "neste sentido, o aporte do capital estrangeiro continuará desempenhando um importante papel no presente e no futuro".

A Zona Econômica do Mariel, a primeira do tipo, prevê, além da atividade portuária que é a mais importante do país, uma plataforma industrial para a importação, a elaboração de produtos e sua venda no mercado interno e externo. O projeto de infraestrutura, estimado em 900 milhões de dólares, é construído com financiamento conjunto de 640 milhões de dólares aportados pelo Brasil e o restante por Cuba. A primeira fase da atividade portuária deve começar em abril.

"O Brasil está liberando a quinta etapa de financiamento desta obra, de 234 milhões de dólares", disse à AFP o diretor da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, Hipólito Rocha Gaspar. Consultado se empresas brasileiras têm interesse em investir no local, Gaspar afirmou que "há muitas conversações, mas ainda nada concreto".

O Brasil, um dos principais parceiros comerciais de Cuba e seu principal fornecedor de alimentos, é representado na feira por 66 empresas, estimuladas por um intercâmbio bilateral de mercadorias, que este ano deve chegar a 700 milhões de dólares, segundo Gaspar.

Duas empresas brasileiras, a Fanavid e a Marcopolo, negociam a instalação, em Cuba, respectivamente, de fábricas de vidro e carrocerias de ônibus. O Brasil liberou recentemente um crédito a Cuba no valor de 200 milhões de dólares para a compra de máquinas agrícolas destinada à produção de alimentos, uma prioridade do governo de Raúl Castro.

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