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Críticas aumentam e comando de operação na Líbia segue confuso

por Redação Carta Capital — publicado 22/03/2011 16h48, última modificação 06/06/2015 18h17
Estados Unidos, França e Reino Unido tentam acertar um rumo para a intervenção militar contra Kaddafi, enquanto a reprovação entre os países que se abstiveram na ONU cresce

Atire primeiro, organize depois. Este bem poderia ser o lema da operação Alvorada da Odisseia, lançada por 11 países contr o regime de Muammar Kaddafi, na Líbia. No sábado 19, forças de França, EUA e Reino Unido começaram o bombardeio às posições do ditador em território líbio. Lançados de bases no Mediterrâneo e navios militares, os mísseis e ataques aéreos foram ampliados com a participação de Espanha, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Noruega, Itália, Emirados Árabes e Catar.

Os líderes da operação, Estados Unidos, França e Reino Unido, seguem, três dias depois do início, debatendo que vai liderar a imposição da Zona de Exclusão Aérea na Líbia. A forma como se dará tal liderança também gera impasses. O comando, por enquanto, é americano, mas o secretário de Defesa do país, Robert Gates, já afirmou que o bastão será passado para os aliados "em alguns dias".

O ministro das Relações Exteriores da França, Allain Juppé, fez um pronunciamento na Assembleia Nacional, em Paris, e defendeu que haja uma "orientação política" para o comando das operações na Líbia. "Com a liderança política e sob a responsabilidade do ministro da Defesa francês, vamos planejar a intervenção da OTAN. A partir disso, as coisas ficarão mais claras", declarou Juppé.

Queda de F-15
O comando das tropas americanas que participam do ataque à Líbia confirmou nesta terça-feira 22 que um dos aviões utilizados na operação caiu em território líbio. Segundo os americanos, o caça, um F-15, sofreu problemas mecânicos durante uma missão.

O piloto ainda não foi localizado, mas o porta-voz do comando afirmou que ele conseguiu ejetar e escapar do acidente, tendo sido abrigado por forças rebeldes contrárias a Kaddafi.

Críticas
Países que se abstiveram na votação do Conselho de Segurança da ONU que aprovou a intervenção na Líbia continuam a criticar os ataques. Ao todo, foram cinco abstenções - Brasil, China, Índia, Alemanha e Rússia.

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, já havia declarado ontem que a intervenção militar lembra "as cruzadas medievais". O presidente do país, Dmitri Medvedev, condenou as palavras de Putin, em uma rara demonstração pública de discordância entre os dois.

A China voltou a condenar o ataque das tropas de coalizão. Em um editorial publicado no People's Daily - jornal local em língua chinesa - foram publicadas duras críticas à intevenção, alegando uma grande perda de vidas entre os civis. A porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do país, Jiang Yu, também fez um pronunciamento pedindo cessar-fogo imediato na Líbia.

No Brasil, as primeiras críticas de peso partiram do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante um encontro com representantes de países árabes em um clube de São Paulo, Lula condenou a intervenção militar e disse que seria melhor que o secretário-geral da ONU tivesse ido à Líbia para uma conversa com Kaddafi.

Atire primeiro, organize depois. Este bem

poderia ser o lema da operação Alvorada da

Odisseia, lançada por 11 países contr o

regime de Muammar Kaddafi, na Líbia. No

sábado 19, forças de França, EUA e Reino

Unido começaram o bombardeio às posições do

ditador em território líbio. Lançados de

bases no Mediterrâneo e navios militares,

os mísseis e ataques aéreos foram ampliados

com a participação de Espanha, Bélgica,

Canadá, Dinamarca, Noruega, Itália,

Emirados Árabes e Catar.

Os líderes da operação, Estados Unidos,

França e Reino Unido, seguem, três dias

depois do início, debatendo que vai liderar

a imposição da Zona de Exclusão Aérea na

Líbia. A forma como se dará tal liderança

também gera impasses. O comando, por

enquanto, é americano, mas o secretário de

Defesa do país, Robert Gates, já afirmou

que o bastão será passado para os aliados

"em alguns dias".

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O ministro das Relações Exteriores da

França, Allain Juppé, fez um pronunciamento

na Assembleia Nacional, em Paris, e

defendeu que haja uma "orientação política"

para o comando das operações na Líbia. "Com

a liderança política e sob a

responsabilidade do ministro da Defesa

francês, vamos planejar a intervenção da

OTAN. A partir disso, as coisas ficarão

mais claras", declarou Juppé.

Queda de F-15
O comando das tropas americanas que

participam do ataque à Líbia confirmou

nesta terça-feira 22 que um dos aviões

utilizados na operação caiu em território

líbio. Segundo os americanos, o caça, um

F-15, sofreu problemas mecânicos durante

uma missão.

O piloto ainda não foi localizado, mas o

porta-voz do comando afirmou que ele

conseguiu ejetar e escapar do acidente,

tendo sido abrigado por forças rebeldes

contrárias a Kaddafi.

Críticas
Países que se abstiveram na votação do

Conselho de Segurança da ONU que aprovou a

intervenção na Líbia continuam a criticar

os ataques. Ao todo, foram cinco abstenções

- Brasil, China, Índia, Alemanha e Rússia.

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin,

já havia declarado ontem que a intervenção

militar lembra "as cruzadas medievais". O

presidente do país, Dmitri Medvedev,

condenou as palavras de Putin, em uma rara

demonstração pública de discordância entre

os dois.

A China voltou a condenar o ataque das

tropas de coalizão. Em um editorial

publicado no People's Daily - jornal local

em língua chinesa - foram publicadas duras

críticas à intevenção, alegando uma grande

perda de vidas entre os civis. A porta-voz

do Ministério de Relações Exteriores do

país, Jiang Yu, também fez um

pronunciamento pedindo cessar-fogo imediato

na Líbia.

No Brasil, as primeiras críticas de peso

partiram do ex-presidente Luiz Inácio Lula

da Silva. Durante um encontro com

representantes de países árabes em um clube

de São Paulo, Lula condenou a intervenção

militar e disse que seria melhor que o

secretário-geral da ONU tivesse ido à Líbia

para uma conversa com Kaddafi.

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