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Crise de fome recente matou 258 mil pessoas na Somália

por AFP — publicado 02/05/2013 10h56, última modificação 02/05/2013 13h46
Estudo da ONU mostra que seca dos últimos dois anos matou 4,6% da população do sul e centro do país
Carl de Souza/AFP
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Criança desnutrida no hospital Banadir de Mogadíscio

NAIRÓBI (AFP) – Quase 258 mil somalis morreram de fome entre outubro de 2010 e abril de 2012, destaca um relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Rede de Alerta contra a Fome (Fews-Net), divulgado na quarta-feira 1. O levantamento mostra que 133 mil mortos eram crianças com menos de cinco anos.

Segundo a “primeira estimativa científica” do balanço da crise alimentar, “4,6% da população total e 10% das crianças com menos de cinco anos morreram no sul e centro da Somália”.

Nas regiões de Baixo Shabelle, Mogadíscio e Bay, as mais afetadas, a crise alimentar matou, respectivamente, 18%, 17% e 13% das crianças com menos de cinco anos.

A fome provocou 30 mil morte por mês entre maio e agosto de 2011, segundo o estudo.

O balanço é superior ao da fome de 1992 no país, que supostamente matou 220 mil pessoas em 12 meses, mas a crise anterior é considerada mais grave por ter matado um percentual maior da população.

A fome de 2011-2012 na Somália afetou quase quatro milhões de pessoas, metade da população do país.

A crise foi provocada principalmente por uma grave seca no Chifre da África e se agravou pela catastrófica situação da segurança no país, que está em guerra civil desde a queda do presidente Siad Barre em 1991.

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