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Internacional

Nazista mais procurado do mundo morre aos 98 anos

por Deutsche Welle publicado 12/08/2013 10h04, última modificação 12/08/2013 16h43
Húngaro László Csatáry era acusado de ter colaborado na deportação de milhares de judeus para campos de concentração durante a 2ª Guerra Mundial
Attilla Kisbenedek / AFP
László Csatáry

Húngaro László Csatáry era acusado de ter colaborado na deportação de milhares de judeus para campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Ela tinha 98 anos e morava em Budapeste

Húngaro László Csatáry era acusado de ter colaborado na deportação de milhares de judeus para campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Ela tinha 98 anos e morava em Budapeste.

O húngaro László Csatáry, que ocupava o topo da lista de criminosos nazistas mais procurados do Centro Simon Wiesenthal, morreu aos 98 anos neste sábado 10 num hospital de Budapeste, anunciou nesta segunda-feira o advogado dele, Gabor Horvath.

Segundo o advogado, a morte foi causada por uma pneumonia contraída durante uma hospitalização para tratar de outros problemas de saúde.

Em 1944, Csatáry era chefe de polícia em Kosice, cidade hoje pertencente à Eslováquia, e teria facilitado a deportação de cerca de 15 mil judeus para campos de concentração, principalmente para Auschwitz. Ele sempre negou as acusações.

De acordo com promotores húngaros, Csatáry "frequentemente agredia judeus que moravam no gueto da cidade, chicoteando-os sem qualquer motivo, independentemente de gênero, idade ou estado de saúde".

Em 1948, ele foi condenado à morte na Tchecoslováquia, mas conseguiu fugir para o Canadá, onde viveu até os anos 1990, quando sua cidadania foi cancelada. Ele então retornou à Hungria, onde investigações contra ele foram iniciadas apenas em 2011. Desde julho de 2012, Csatáry se encontrava sob prisão domiciliar em Budapeste.

Nos últimos anos, as autoridades europeias têm feito esforços renovados para punir acusados de haver colaborado para o Holocausto. O veredito contra John Demjanjuk, condenado como cúmplice no homícidio de mais de 27 mil judeus por haver trabalhado como guarda em um campo de concentração, abriu um precedente para que outros indivíduos que atuaram nesses locais também sejam julgados.

Atualmente, promotores na Alemanha estão investigando cerca de 50 casos de supostos ex-guardas de Auschwitz.

DM/afp/rtr/lusa/dpa

  • Edição Alexandre Schossler

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