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Internacional

Tragédia

Cresce o risco de um desastre nuclear no Japão

por Redação Carta Capital — publicado 16/03/2011 11h55, última modificação 21/03/2011 09h58
Novas fotos mostram mais danos aos reatores da usina de Fukushima 1. Governo admite brechas nas contenções dos reatores e material radioativo pode se espalhar. Foto: DigitalGlobe
Aumenta o risco de um desastre nuclear no Japão

Novas fotos mostram mais danos aos reatores da usina de Fukushima 1. Governo admite brechas nas contenções dos reatores e material radioativo pode se espalhar. Foto: DigitalGlobe

O alerta de um desastre nuclear no Japão aumentou nesta quinta-feira 17 (no horário japonês), quando a situação nos reatores da usina de Fukushima 1 piorou consideravelmente. A nova imagem via satélite divulgada pela DigitalGlobe mostra os danos aos reatores 1, 3 e 4.  A usina tem 6 no total, mas o 5 e o 6 estavam desativados para manutenção quando a região foi atingida pelo terremoto de 9.0 graus na escala Richter e, em seguida, pelo tsunami, no último dia 11.

O porta-voz do governo japonês, Yukio Edano, confirmou ter recebido informações de rachaduras e vazamentos nas barreiras de contenção dos reatores. No entanto, Yukio também declarou que os reatores estão dispersando apenas vapor e que não há grande quantidade de material radioativos sendo lançada no ar.

O sistema de resfriamento dos reatores foi muito prejudicado no desastre, chegando a ser totalmente interrompido algumas vezes. A empresa que controla a usina, a Tokyo Electric Power Company (TEPCO) tenta controlar a temperatura nas unidades de força, mas não conseguiu reativar o método de resfriamento normal, nem o de emergência.

Em uma tentativa desesperada de evitar o colapso total, funcionários da TEPCO passaram a bombear água do mar para os tubos de controle. A entrada de água marítima no sistema é considerada uma "última medida", já que o acúmulo de sal e de outras substâncias presentes no oceano inutiliza para sempre o reator atingido.

As tentativas de resfriamento tiveram pouco sucesso. Desde domingo, explosões sucessivas atingiram os prédios de contenção dos reatores, com liberação de material radioativo em pequena escala. A dispersão da radioatividade não é tão grande, segundo o governo japonês, porque os núcleos dos reatores ainda não haviam perdido suas camadas de contenção.

Os materiais de fissão nuclear são protegidos por uma proteção "secundária" - grandes caixas de concreto - e uma "primária", composta por seis centímetros de aço especial. Nesta quarta, no entanto, a TEPCO já admitiu que há brechas nas contenções secundárias dos reatores 3 e 4. O número 4 também sofreu um segundo incêndio, já controlado. A radiação já atingiu, em pequeno grau, até a capital japonesa, Tóquio, que teve partículas de césio e iodo identificadas nas medições.

Contagem
O número de mortos em todo o Japão após o terremoto e o tsunami do dia 11 de março já chegou a 4.340. As estimativas de desaparecidos ainda são muito desencontradas, já que muitas cidades foram quase completamente destruídas. Segundo as informações mais recentes do governo japonês, 344.000 pessoas estão morando provisoriamente em 2.400 abrigos.

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