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Coreias do Sul e do Norte ensaiam reaproximação

por Deustche Welle — publicado 10/06/2013 08h43
Ministros dos dois países devem se encontrar nesta semana para discutir projetos econômicos de interesse comum e o reencontro de famílias separadas desde a guerra. Encontro poderá ser em Seul
Ministério da Unificação da Coreia do Sul / AFP
Coreia do Sul x Coreia do Norte

A chefe da delegação da Coreia do Norte, Kim Song-Hye (à dir.) cumprimenta o sul-coreano Chun Hae-Sung após reunião em Panmunjom, na zona desmilitarizada que divide as duas Coreias, nesta segunda-feira 10

Após forte tensão vivida nos últimos meses, as Coreias do Sul e do Norte concordaram neste domingo (09/06) em iniciar conversas em nível ministerial – as primeiras em seis anos – sinalizando, assim, uma reaproximação. Segundo divulgou a emissora de rádio sul-coreana KBS, o diálogo poderá acontecer já na próxima quarta-feira em Seul.

O acordo foi alcançado durante uma reunião entre representantes dos dois países na região fronteiriça de Panmunjom, onde foi assinada a trégua da guerra entre as duas Coreias (de 1950 a 53). De acordo com o Ministério sul-coreano para a Reunificação, ambas as delegações ainda discutem detalhes do encontro.

Na quinta-feira passada, a Coreia do Norte surpreendeu o país vizinho ao apresentar um pedido oficial de diálogo. Nos últimos meses, os norte-coreanos vinham fazendo diversas ameaças ao sul, chegando inclusive a declarar o fim do armistício declarado em 1953.

Ambos os países declararam a intenção de falar sobre a normalização de projetos econômicos comuns – como o parque industrial de Kaesong, localizado em território norte-coreano próximo à fronteira com o sul, onde mais de 120 empresas se instalaram desde 2004.

A área econômica especial é um dos últimos símbolos remanescentes da antiga cooperação entre os dois países. Lá trabalham 53 mil pessoas. As duas Coreias devem debater ainda sobre o encontro de famílias coreanas que vivem separadas.

Cautela A mudança na postura do regime da Coreia do Norte ocorreu pouco antes da chegada do presidente da China, Xi Jinping, aos Estados Unidos, onde realizou uma visita de dois dias. Juntamente com o presidente Barack Obama, Xi concordou em colaborar com os norte-americanos para convencer Pyongyang a desistir de seu programa nuclear.

Analistas avaliam com cautela a intenção da Coreia do Norte. Alguns observadores acreditam que o interesse no diálogo seja parte da estratégia do líder Kim Jong Un de manter uma retórica agressiva e de provocações seguida de esforços diplomáticos para negociar concessões estrangeiras.

Citando fontes militares, a imprensa sul-coreana informou que as Forças Armadas da Coreia do Norte possivelmente realizarão novos treinos da artilharia costeira ou mesmo manobras com navios.

MSB/dpa/ap

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