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Coreia do Sul desafia Norte e efetua disparos na fronteira

por Opera Mundi — publicado 20/12/2010 09h26, última modificação 20/12/2010 09h26
Segundo uma fonte do Ministério de Defesa da Coreia do Sul, não houve sinais de resposta militar norte-coreana durante o exercício e o exército norte-coreano afirmou que "não vale a pena reagir"

Por Marina Terra*

A Coreia do Sul realizou disparos de artilharia durante exercício militar por 90 minutos a partir da ilha fronteiriça de Yeongpyeong e lançou jatos de combate para deter ataques nesta segunda-feira (20/12), após a Coreia do Norte ter advertido sobre uma retaliação como resposta às manobras. O exercício deveria ter ocorrido no fim de semana, mas foi adiado devido ao mau tempo.

O governo sul-coreano evacuou centenas de moradores próximos da fronteira, que foram enviados para abrigos subterrâneos. Segundo uma fonte do Ministério de Defesa da Coreia do Sul, não houve sinais de resposta militar norte-coreana durante o exercício e o exército norte-coreano afirmou que "não vale a pena reagir".

Yeonpyeong fica perto de uma área marítima disputada pelas duas Coreias. Em 23 de novembro, na última vez em que a Coreia do Sul testou munições no local, Pyongyang reagiu bombardeando a ilha, causando a morte de dois civis e dois militares, no pior ataque contra o território sul-coreano desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53).

Na semana passada, Pyongyang ameaçou uma resposta militar caso os exercícios de Seul fossem adiante. A China e a Rússia pediram à Coreia do Sul que parasse, mas os Estados Unidos disseram que os sul-coreanos tinham o direito de continuar. Numa tentativa de acalmar a tensão na península coreana, o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) realizou uma reunião extraordinária no domingo.

Segundo a rede de televisão CNN, a Coreia do Norte declarou no encontro, em Nova York, ao negociador dos EUA, Bill Richardson, que permitirá a volta dos inspetores nucleares da ONU ao país, como parte de um pacote de medidas para solucionar o conflito. Em abril de 2009, a Coreia do Norte ordenou que os inspetores nucleares saíssem do país, rompendo o acordo anterior de desarmamento.

Richardson teria também convencido Pyongyang a negociar a venda de 12 mil cápsulas de combustível nuclear, que seriam enviadas a outro país, informou o correspondente da agência Reuters.

*Matéria publicada originalmente no Opera Mundi

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