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Congelados na década de 50

por Gianni Carta publicado 24/11/2010 10h00, última modificação 25/10/2011 13h37
O novo confronto entre as Coreias acontece em um momento delicado. O Norte comunista ensaia a transição de poder de Kim Jong-il para o filho Kim Jong-un, que tenta se impor como líder
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Os ataques do norte provocaram protestos contra Jong-il e Jong-un

O novo confronto entre as Coreias acontece em um momento delicado. O Norte comunista ensaia a transição de poder de Kim Jong-il para o filho Kim Jong-un, que tenta se impor como líder

As novas ameaças militares da Coreia do Norte contra a vizinha do Sul na quinta-feira 25 revelam um país tomado pelo desespero com o qual é preciso negociar. O motivo-mor para recorrer à diplomacia é o fato de a Coreia do Norte estar mergulhada numa delicada sucessão: Kim Jong-un substituirá o doente pai Kim Jong-il. Assim, como um acuado urso ferido é sempre capaz de desferir uma patada fatal, resta ao Norte comunista uma arma desestabilizadora para quaisquer grupos de inimigos, seu programa nuclear.

A nova e enésima contenda entre Pyongyang e Seul teve início na terça-feira 23, quando uma troca de disparos de artilharia provocou a morte de quatro pessoas, entre eles dois civis, e deixou mais de 20 feridos na ilha sul-coreana de Yeonpyeong. Situada no Mar Amarelo, a oeste da Península Coreana e a apenas 12 quilômetros da Coreia do Norte, a ilha encontra-se ao sul do traçado fronteiriço fixado pelas Nações Unidas em 1953. Contudo, o arquipélago está ao norte da linha divisória reivindicada por Pyongyang.

Segundo a agência estatal de notícias KCNA, Pyongyang acusa Seul pelo início das hostilidades. E enfatiza ter deixado claro o seguinte: qualquer exercício militar por parte de Seul seria visto como uma “ameaça”. Seul admite ter disparado durante  exercícios militares. Mas o território de seu vizinho ao norte não teria sido atingido, afirmam as Forças Armadas. O incidente é um dos mais graves entre as duas nações desde a Guerra da Coreia (1950-1953).

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 624, já nas bancas.

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