Você está aqui: Página Inicial / Internacional / Rebeldes avançam sobre últimos postos de Kaddafi

Internacional

Líbia: Momentos Finais

Rebeldes avançam sobre últimos postos de Kaddafi

por Redação Carta Capital — publicado 27/08/2011 10h04, última modificação 28/08/2011 20h26
Rebeldes marcham para Sirte, enquanto libertam prisioneiros em Trípoli; família Kaddafi quer negociar

Forças rebeldes têm marchado contra os últimos locais dominados pelas forças leais ao ditador Muammar Kaddafi. Sirte, cidade natal do ditador, é o principal alvo e  os rebeldes afirmaram que não desistirão enquanto não tiverem o seu controle. No caminho, os grupos revolucionários já tomaram a cidade de Ben Jawad.

A preocupação agora é retomar o abastecimento de Trípoli, que atravessa uma crise humanitária depois dos fortes conflitos da última semana. A capital sofre com falta de água, comida e abastecimento, além da superlotação de seus hospitais. Além disso, os rebeldes procuram libertar prisioneiros de Kaddafi que se encontram em Trípoli. Segundo eles, 10 mil já foram encontrados; calcula-se que número seja muito maior.

Saadi Kaddafi, um dos filhos do líder, enviou mensagem à rede CNN em que sugeria aos rebeldes um governo de transição com sua participação, sem, no entanto, incluir seu pai e o irmão Saif. O porta-voz de Muammar Kaddafi,  Moussa Ibrahim, disse, neste domingo 28 que o ditador se disporia a negociar com os rebeldes e formar um governo de transição. O ditador afirmou estar na Líbia, mas não especificou o lugar. Os rebeldes, no entanto, não aceitaram as negociações e desejam que o líder se entregue.

Kaddafi afirmou que o cessar-fogo evitaria um "banho de sangue" e que a Libia se perdesse para sempre, como a Somália. Ao mesmo tempo, vestígios de um massacre começam a aparecer na capital Líbia. No sul da capital, mais de 50 corpos foram achados em uma casa queimada.

Há indícios de que Kaddafi tenha atravessado a fronteira da Líbia com a Argélia, segundo a agência estatal egípcia Mena. Seis Mercedez atravessaram no sábado 27 a fronteira com o país, segundo fontes rebeldes. Os integrantes não foram identificados, mas especula-se que o ditador e sua família estavam em um dos carros. Forças rebeldes não conseguiram impedir a passagem do veículo.

Nos momentos finais da guerra, a OTAN detectou em Trípoli o aparato militar das forças leais a Kaddafi, com instalações militares e uma plataforma de lançamento de mísseis. A última fase dos conflitos, que se iniciou com a tomada de Trípoli pelos rebeldes, deixou a cidade em uma situação humanitária calamitosa.

Sem energia elétrica na maior parte do território, Trípoli sofre com falta de água e saneamentos básicos. Seus hospitais estão lotados, muitas vezes com cadáveres expostos em decomposição,  e alimentos e combustível são escassos. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon pediu que países ajudem a Líbia nas questões humanitárias e afirmou que o país está comprometido com a falta de água.

registrado em: ,