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Equador

Com o apoio do exército

por Rota Inca — publicado 28/07/2010 14h26, última modificação 10/08/2010 14h46
Direto do Equador, Vitor Taveira conta como funciona a Rota Inca, apoiada este ano pelos exércitos da Colômbia e Equador

Direto do Equador, Vitor Taveira conta como funciona a Rota Inca, apoiada este ano pelos exércitos da Colômbia e Equador

A Rota Inca é um projeto surgido de forma independente de governos nacionais. Funciona com suporte de comunidades e de autoridades municipais e locais. Um apoio importante esse ano é dos exércitos de Colômbia e Equador. Assim, os viajantes ficam hospedados em guarnições militares, que oferecem alojamento grátis e alimentação a preço baixo. Isso permite que se cumpra o programa de 40 dias com um orçamento de apenas 300 dólares por pessoa. 

Ao longo das primeiras semanas, os participantes estiveram hospedados em um quartel, um clube esportivo militar, um batalhão de cavalaria e outro de comunicação. Uma experiência nova para muitos jovens que nunca haviam estado em guarnições militares anteriormente. O estudante secundarista equatoriano Fabrício Enriquéz, 17 anos, gostou da experiência: “É interessante conviver com militares, ver como marcham, como é seu cotidiano. Meu avô foi militar e contava histórias, agora posso viver de perto esse ambiente.”

O mais experiente dos expedicionários, Wilson Dueñas, de 28 anos, serviu ao exército equatoriano há oito anos atrás. Ele conta que estar outra vez em quartéis e batalhões de seu país traz boas lembranças do ano que viveu como militar. “Podemos ver exatamente como vivem, não estão ocultando nada ou nos tratando de maneira especial e sim como qualquer outra pessoa. Podemos ver que são pessoas normais que trabalham e também gostam de se divertir”.

A espanhola Raquel Ferrera conta que saber que ficaram hospedados em alojamentos militares tranqüilizou sua mãe que estava muito preocupada principalmente devido à imagem da Colômbia na Europa que está muito vinculada ao tráfico de drogas e terrorismo. Ela diz que ficou bastante surpreendida com o tratamento que receberam dos militares: “Pensei que seriam mais frios, guardando distancia, mas ao contrário, estiveram bem perto de nós”. Onde passaram, os viajantes despertaram curiosidade dos militares, especialmente devido ao grande número de mulheres. Ao longo dos dias, puderam conhecer-se e realizar atividades conjuntas como tocar violão, ir a boates, jogar futebol ou montar á cavalo. O militar Kleber Bautista diz que foi um prazer receber os jovens na cidade de Tulcán, no Equador, e que os visitantes deram confiança aos militares, o que permitiu que pudessem socializar e conviver bem entre todos.

Coronel Camacho, responsável pela estadia dos jovens no quartel de Pasto, na Colômbia, espera que a passagem da Rota Inca pelas guarnições militares sirva para criar uma melhor imagem das Forças Armadas nesses futuros líderes em potencial: “É importante que percebam que os militares apenas cumprem ordens que vem da política e que nós somos os menos interessados em guerras e conflitos, pois isso nos afeta de forma direta, física e mentalmente”.

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