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Colômbia: governo aceita proposta das Farc sobre Comissão da Verdade

por AFP — publicado 31/03/2014 10h03
Proposta de Comissão da Verdade foi feita pelas Farc em gosto de 2013 e até agora o governo não havia se pronunciado. A proposta foi aceita, mas governo sugeriu que seja formada após o acordo de paz
Yamil Lage / AFP
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O chefe negociador do governo colombiano com as FARC, Humberto de la Calle, é visto em 30 de março de 2014, em Havana

Havana (AFP) - O governo colombiano abraçou neste domingo 30 a proposta de criar uma Comissão da Verdade sobre o conflito armado, lançada há oito meses pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) nos diálogos de Havana, mas sugeriu que seja formada após o acordo de paz.

"Não pode haver fim do conflito sem verdade", declarou o chefe negociador do governo, Humberto de la Calle, no encerramento de uma rodada de discussões, na qual ambos os lados avançaram "substancialmente" no debate do espinhoso tema das drogas ilícitas. Esse é o terceiro dos seis pontos da agenda.

"Propusemos (às Farc), na Mesa de Diálogo, a composição de uma Comissão da Verdade, para que nela sejam tratadas todas as verdades, sem exceção, mas acreditamos que essa comissão deva funcionar como produto do acordo do fim do conflito", e "não antes", afirmou De la Calle.

A proposta da Comissão da Verdade foi feita em 5 de agosto de 2013 pelas Farc, a maior guerrilha do país, e até agora a delegação do governo não havia se pronunciado sobre a iniciativa.

"Esse tema da verdade faz parte do Acordo Geral de Havana (de 26 de agosto de 2012), que é o marco para o diálogo. Está pactado como parte da agenda de diálogo e nos parece, é claro, que é correto e necessário que assim seja", disse De la Calle.

No encerramento dessa rodada, a 22ª desde o início das discussões pela paz em 19 de novembro de 2012, ambas as partes reconheceram avanços nas conversas a portas fechadas.

"Ao longo desse ciclo de diálogo, avançamos substancialmente na construção de acordos sobre diferentes aspectos contidos no ponto de 'Solução para o problema das drogas ilícitas'", declararam as partes, em um comunicado conjunto.

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