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Colômbia e as Farc, mais perto da paz

por Redação Carta Capital — publicado 19/10/2012 10h49, última modificação 19/10/2012 10h56
O presidente Juan Manuel Santos e as Farc dão início às negociações em Oslo
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O chefe das negociações do governo colombiano, Humberto de la Calle (centro), o general Jorge Enriques Mora (à esq.) e o conselheiro de segurança Sergio Jaramillo durante entrevista na Noruega. Foto: Jorgen Braastad / AFP

Em 18 de outubro, com três dias de atraso por causa dos entraves burocráticos para suspender na Interpol as ordens internacionais de captura aos guerrilheiros que participarão das conversações, foi dada a partida às negociações de paz entre o governo do presidente Juan Manuel Santos e as Farc. Uma entrevista coletiva da mesa recém-constituída, composta de cinco representantes de cada parte e quatro mediadores noruegueses e cubanos, simbolizou o início dos trabalhos. Reunidas em um hotel de Hurdal, a 80 quilômetros de Oslo, as partes marcaram um encontro em Havana em 5 de novembro e o início formal do diálogo no dia 15.

Enquanto a delegação do governo, chefiada pelo ex-vice-presidente Humberto de la Calle, quer a desmobilização da guerrilha, sem anistia para os guerrilheiros que tiverem cometido crimes, a da guerrilha, encabeçada por Iván Márquez, atual “número 2” da organização, exige medidas sociais e agrárias como condição para o fim da luta, que deverão ser explicitadas e postas em discussão na próxima reunião.

Apesar dessas diferenças, as partes parecem encarar a negociação com seriedade e a paz como possível, com apoio da Igreja e da maior parte da sociedade civil. O ex-presidente Álvaro Uribe e seus radicais estão isolados. É razoável a esperança de que, em 2013, a comissão do Nobel da Paz tenha candidatos mais dignos do que o foram Barack Obama e a União Europeia.