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Coalizão, ma non troppo

por Gianni Carta publicado 24/03/2011 16h44, última modificação 13/10/2011 11h12
Houve ou não vítimas civis dos bombardeios sobre a Líbia? Mais um motivo para dividir

Houve ou não vítimas civis dos bombardeios sobre a Líbia? Mais um motivo para dividir

As fissuras entre os países da aliança chamada a reforçar a zona de exclusão aérea na Líbia se aprofundaram uma semana após a Resolução 1.973 do Conselho de Segurança, adotada dia 17. Na ONU, dia 24, parte da coalizão em sua maior parte ocidental, e cada vez com menor apoio da Liga Árabe, exigia o cessar-fogo na Líbia. Motivo: os ataques aéreos destinados a neutralizar a aviação do coronel Muammar Kaddafi teriam provocado a morte de numerosos civis.

China e Rússia, mas também Brasil, Índia e Alemanha, os cinco países que se abstiveram na votação do Conselho de Segurança, martelavam a necessidade do cessar-fogo. Enquanto isso, ONGs e jornalistas em cidades líbias garantiam não ter provas de que houve mortes de civis causadas por bombardeios da coalizão. Dados, de um lado ou do outro, difíceis de averiguar.

Já no Conselho Europeu, em Bruxelas, chefes de Estado e de governo debatiam qual seria a mais adequada estrutura de comando para a coalizão. O mesmo tema voltaria a ser discutido numa reunião na próxima semana em Londres, a primeira do grupo de contato sobre a Líbia. Se o comando militar da ONU parecia ter passado para a Otan, a pedido de Barack Obama, secundado pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron, o ministro francês das Relações Internacionais, Alain Juppé, repetia: “É importante deixar claro que a política de operação na Líbia deve ser pilotada pelo grupo de contato, não pela Otan”.

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 639, já nas bancas.

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