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Clima no Egito é de estabilidade e ordem pública, relata embaixador brasileiro

por Agência Brasil publicado 12/02/2011 16h55, última modificação 12/02/2011 17h01
Para Cesário Melantonio Neto, a queda de Mubarak e a transição para uma sociedade mais democrática podem fortalecer as relações entre os dois países. Por Paula Laboissière

Por Paula Laboissière

O embaixador brasileiro no Egito, Cesário Melantonio Neto, afirmou neste sábado 12 que o clima no país é de tranquilidade, um dia após a renúncia do presidente Hosni Mubarak. As manifestações populares, descritas por ele como “de júbilo e muita alegria”, continuam no Cairo, capital egípcia. Jovens colocaram uma pedra de mármore em uma das principais praças da cidade em memória aos que morreram durante os confrontos.

“O ambiente é de estabilidade e de ordem pública. Está tudo sob o controle das Forças Armadas. Hoje não se trabalha, a semana começa apenas no domingo. Estamos esperando para ver”, disse, ao citar o que chamou de “vazio constitucional” deixado por Mubarak, em razão do Parlamento dissolvido.

Para o embaixador do Brasil no Egito, a queda do presidente, depois de quase 30 anos no poder, e a transição para uma sociedade mais democrática podem fortalecer as relações entre os dois países.

O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, afirmou na sexta-feira 11 que o governo brasileiro vê com “muita simpatia” o fortalecimento do movimento democrático no Egito.

Em entrevista à Agência Brasil, Neto não descartou a possibilidade de antecipação das eleições presidenciais naquele país, previstas para setembro. O então vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, já havia cogitado a hipótese de que o pleito ocorra em agosto.

A oposição no Egito, de acordo com o embaixador, pede a suspensão do estado de emergência e a libertação dos cerca de 10 mil presos políticos – a maioria integrante da Irmandade Islâmica. O toque de recolher já foi reduzido e passou a valer da meia-noite às 6h, uma demonstração, segundo Neto, de confiança na ordem pública por parte das Forças Armadas do país.

“O Exército prometeu uma transição democrática. Acredito que a mudança vá nesse sentido. Tenho essa convicção, neste momento, de um processo tranquilo”, afirmou.

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