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Internacional

Sudão do Sul

Cinco crianças morrem por dia em campo de refugiados

por Redação Carta Capital — publicado 03/08/2012 14h09, última modificação 06/06/2015 18h19
Mais novo país do mundo enfrenta severa crise humanitária devido a conflitos e miséria

O Sudão do Sul, mais novo país do mundo, vive outra intensa crise humanitária. Estudos da organização internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) em dois campos de refugiados do país mostram índices de mortalidade e desnutrição acima do patamar de emergência estabelecido internacionalmente. No acampamento de Yida, há uma média de cinco mortes de crianças por dia - a maioria por conta de diarreia e infecções graves -, além de uma em cada três crianças desnutrida no campo de Batil.

Além disso, mais de 170 mil refugiados entraram no país fugindo de conflitos e insegurança alimentar nos estados de Nilo Azul e Kordofan do Sul, no Sudão. Segundo relatos do MFS, muitas destas pessoas  andam por semanas para chegar a quatro campos de refugiados em condições de extrema fraqueza e vulnerabilidade.

O campo de Yida abriga os 55 mil refugiados no estado de Unity. No local, estudos de mortalidade realizados em junho e julho apontam quatro mortes a cada 10 mil crianças com menos de cinco anos por dia, o dobro do patamar de emergência. O estudo, finalizado no dia 27 de julho, demonstrou que 82% das famílias de refugiados tiveram ao menos um caso de doença entre seus integrantes nas duas últimas semanas.

No campo de Batil, que abriga cerca de 34 mil refugiados no estado do Alto Nilo, a pesquisa finalizada em 31 de julho mostra índice de desnutrição global de  27,7% entre crianças e índice de desnutrição severa aguda de 10,1%, ou seja, cinco vezes acima do patamar de emergência. Cerca de 44% das crianças menores de dois anos estão desnutridas e 18% delas em desnutrição severa aguda.

O MSF é o principal provedor de assistência médica nos quatro campos de refugiados dos estados de Alto Nilo e Unity. A organização conseguiu aumentar o número de leitos em hospitais da região e tem mais de 180 profissionais estrangeiros no país.

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