Você está aqui: Página Inicial / Internacional / China é o país que mais executa prisioneiros, diz Anistia Internacional

Internacional

Direitos humanos

China é o país que mais executa prisioneiros, diz Anistia Internacional

por Redação Carta Capital — publicado 09/04/2013 20h00, última modificação 09/04/2013 20h03
Estudo mostra que 21 países utilizaram esse tipo de pena em 2012. Irã, Iraque, Arábia Saudita e EUA registraram o maior número de casos
forca

Foto: Patrick Feller/Flickr

A China voltou a ser, em 2012, o país que mais executou prisioneiros no mundo, conforme levantamento da ONG Anistia Internacional divulgado nesta terça-feira 9. Apesar de não ter dados oficiais, a organização estima que mais de 1 mil penas de morte tenham sido aplicadas no período pela potência asiática. É mais do que a soma dos casos de todos os países analisados.

Em seguida aparecem na lista o Irã, com ao menos 314 execuções registradas, o Iraque, com 129, a Arábia Saudita,com 79 e os EUA, com 43. Ainda estão no ranking o Iêmen (28), Sudão (19) e Japão (7).

Apesar dos números, a ONG aponta que a tendência global segue em direção ao fim do recurso à pena de morte.

Segundo a Anistia, um a cada dez países ainda utiliza este tipo de pena e ao menos 682 pessoas foram executadas no mundo no ano passado (com a exceção da China), duas a mais que em 2011. Pelo menos 1.722 condenações à morte foram impostas em 58 países, contra 1.923 em 63 países no ano anterior.

Em 2012, 21 países realizaram execuções, mesmo número de 2011. O dado é inferior aos 28 países de 2003. A Síria não faz parte do levantamento, pois não foi possível confirmar informações devido à guerra civil que ocorre no país.

Ao menos 23.386 pessoas haviam recebido sentenças de morte no mundo, entre eles, dois brasileiros na Tailândia. Marco Archer Cardoso Moreira e Rodrigo Muxfeldt Gularte foram condenados em última instância por tráfico de drogas e podem ir a fuzilamento em 2013. O Ministério das Relações Exteriores acompanha a situação dos prisioneiros.

De acordo com o levantamento, os métodos de execução utilizados no ano passado incluíram enforcamento, decapitação, fuzilamento e injeção letal. Além disso, pessoas foram condenadas por crimes não violentos, como blasfêmia e adultério.

Em 2012, diversos países voltaram a realizar execuções, como Índia, Japão, Paquistão e Gâmbia. Ainda assim, o uso desta pena segue restrito a um grupo isolado de países.

No Oriente Médio e o Norte da África houve avanços, segundo a Anistia, mas Irã, Arábia Saudita, Iraque e Iêmen apresentaram elevados níveis de aplicação da pena de morte. Somados, eles respondem por 99% de todas as execuções na região. O destaque foi para o aumento no Iraque, que executou ao menos 129 pessoas, contra 68 em 2011.